Defesa diz que documento comprova que motorista passou mal antes de acidente

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Publicado em 09/12/2017 08h29

Defesa diz que documento comprova que motorista passou mal antes de acidente

Cirlene Robalinho atropelou e matou idosa no bairro Tiradentes

Correio do Estado

A defesa de Cirlene Alves Lelis Robalinho, 48 anos, esposa do procurador de Justiça Gilberto Robalinho da Silva, que atropelou e matou a aposentada Verônica Ricalde Fernandes, de 91 anos, afirmou à polícia que irá apresentar um documento que comprova que a motorista passou mal antes do acidente. O atropelamento foi no dia 13 de setembro, no bairro Tiradentes, em Campo Grande.

Conforme a delegada Célia Maria Bezerra, os advogados de Cirlene pediram um prazo até na semana que vem para apresentarem um documento que comprova que a mulher não estava bem no momento do acidente e, por isso, teria atropelado a idosa.

No dia do acidente, Cirlene já havia afirmado em depoimento que sofreu um mal súbito, que resultou na perda do controle do carro e atropelamento da pedestre. No entanto, testemunhas que assistiram ao acidente disseram que viram a motorista falando ao celular antes do atropelamento.

Ainda de acordo com a delegada, laudo de exame feito pela perícia no local do acidente, além da análise das imagens das câmeras de segurança de um supermercado que fica em frente de onde tudo aconteceu, já ficaram prontos. No entanto, Bezerra prefere não dar um parecer sobre o caso, enquanto não tiver em mãos o documento citado pela defesa.

Caso fique comprovado que a esposa do procurador do Ministério Público Estadual falava ao telefone celular no momento do acontecido, ela pode ser indicada por homícidio doloso, quando há intenção de matar.

ACIDENTE

A idosa foi atropelada por Cirlene Alves Lelis Robalinho, 48 anos, esposa do procurador Gilberto Robalinho da Silva. Ele também é investigado por alterar a cena do atropelamento.

O veículo Uno , conduzido por Cirlene, teria sido retirado do local do acidente antes da perícia criminal chegar. A ação teria sido cometida por um policial militar, responsável pela segurança do procurador Robalinho, quem teria ordenador a retirada do carro.

Conforme relatos de policiais que atenderam a ocorrência, isso aconteceu para evitar que o carro fosse depredado, em função da revolta dos moradores que conheciam a vítima. Ao mesmo tempo, houve mudança da cena do crime, o que pode influenciar no laudo final que aponta para a prova sobre o que causou o atropelamento.

O Ministério Público Estadual (MPE/MS) abriu um procedimento administrativo para investigar a atitude do procurador como fraude processual e a postura dele, diante da função que desempenha.

Idosa foi atropelada no bairro Tiradentes - Arquivo