03/03/2016 12h30
Delcídio teria citado Dilma Rousseff e Lula durante suposta delação e assessoria nega
Ddos News
A revista IstoÉ desta semana foi antecipada para esta quinta-feira (3) com a informação de que o senador Delcídio do Amaral (PT/MS), teria realizado a delação premiada antes de deixar a prisão, em Brasília. De acordo com a publicação, o parlamentar sul-mato-grossense teria citado a presidente da República, Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente, Luís Inácio Lula da Silva (PT) em seu depoimento ao MPF (Ministério Público Federal).
A assessoria de imprensa do senador negou e tratou o assunto como mentiroso por parte da revista. “O senador Delcídio do Amaral não fez e não fará delação premiada. Isso é mentira”, afirmou a assessoria.
De acordo com a IstoÉ, o ex-líder do governo no Senado disse ao Ministério Público Federal que Dilma tentou interferir na Lava Jato articulando a nomeação de ministros para tribunais superiores — o STJ em especial — que fossem simpáticos a teses favoráveis aos réus da operação.
Ainda conforme a publicação, Delcídio também disse ao MPF que o mentor intelectual da conversa que teve com o filho de Nestor Cerveró foi o ex-presidente Lula.
A conversa girava em torno de pagamentos à família de Cerveró e do planejamento de sua fuga, e sua gravação levou às prisões de Delcídio e do banqueiro André Esteves do BTG Pactual.
Pela manhã, o jornalista Ricardo Boechat havia relatado o fato em seu programa na rádio Band News FM de São Paulo e ao vivo no Café com Jornal, da TV Bandeirantes. Boechat é colunista da revista e teve acesso antecipado ao material.
Delcídio foi preso em Brasília no dia 25 de novembro por tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato e foi solto no dia 19 de fevereiro. O parlamentar está de licença médica e deve voltar aos trabalhos no Senado na próxima semana.




















