DEPCA confirma mais uma vítima do fonoaudiólogo e número total aumenta para cinco crianças

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Fonoaudiólogo Wilson Nonato vai responder por estupro de vulnerável (Foto: Reprodução)

Mais uma vítima dos abusos sexuais cometidos pelo fonoaudiólogo Wilson Nonato Rabelo Sobrinho, de 29 anos, foi confirmada pela polícia. Com isso, subiu para cinco o número total de crianças que foram atacadas pelo profissional em seu consultório, no centro de Campo Grande.

Ele está preso na Gameleira, onde aguarda pela conclusão do inquérito policial. A defesa já tentou a sua liberdade, mas a Justiça negou o pedido. Na última quinta-feira (17), Wilson foi ouvido pelos investigadores, mas permaneceu em silêncio alegando que daria esclarecimentos apenas em juízo.

A investigação confirmou que teve acesso a uma lista com 75 crianças que foram atendidas pelo fonoaudiólogo na clínica ao longo dos últimos meses. Desde a revelação do caso, no dia 10 deste mês, 17 famílias já procuraram a delegacia para prestar depoimento, já que os filhos tiveram contato com o profissional.

Wilson Nonato Rabelo Sobrinho está em Campo Grande desde abril do ano passado, vindo do Amazonas, seu Estado natal. Segundo a investigação, ele tinha um perfil de vítimas, sendo sempre meninos na casa dos oito anos de idade e com a gravidade na fala mais acentuada. Ele usava doces para convencer as crianças a praticarem o ato sexual, mas também agia com violência.

Para conseguir evitar suspeitas, o fonoaudiólogo não permitia o acompanhamento dos pais nas consultas e também mandava mensagens por WhatsApp aos responsáveis para descobrir se algo havia sido contado. A investigação relatou que em um dos casos o profissional usou uma máscara de proteção facial para tampar a boca da criança e evitar os gritos durante o estupro.

Wilson Nonato foi indiciado por estupro de vulnerável, com pena de 8 a 15 anos. De acordo a delegada Fernanda Mendes, as famílias de crianças que tenham passado por atendimento com o profissional devem procurar a Depca, que fica localizada na Rua Dr. Arlíndo de Andrade, 145, no Amambaí.

O caso

O esquema de abuso sexual foi descoberto no dia 9 de março, após a criança de oito anos relatar para o irmão mais velho, de 10, se era comum o ‘tio’ – conforme chama o profissional – tocar nos seus órgãos genitais durante a consulta.

Eles disseram tudo para a mãe que, para dar o flagrante, combinou com o filho de que levaria para consulta no dia 09 e que, caso o fono tentasse algo, ele deveria sair correndo, Cerca de 15 minutos depois que iniciou o atendimento, o menino saiu chorando e a mãe, junto de uma testemunha, fizeram o flagrante. Elas chamaram a polícia, que prendeu o fono na hora.