Dia D da vacinação contra a gripe mobiliza unidades de saúde e shopping em Campo Grande neste sábado

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(Foto: Rafael Bemjamim/PMCG)

Campanha nacional busca ampliar cobertura antes do período crítico das doenças respiratórias; imunização é destinada a grupos prioritários

Antes da chegada do período mais crítico das doenças respiratórias, Campo Grande mobiliza a rede pública de saúde neste sábado (28) para antecipar a proteção da população contra a influenza. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), promove o Dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, com postos abertos em todas as regiões da cidade e horário ampliado para facilitar o acesso aos imunizantes.

A vacinação ocorre das 7h30 às 16h45 em unidades de saúde distribuídas pela Capital. Além disso, haverá um ponto extra no Shopping Norte Sul Plaza, funcionando das 11h às 19h no sábado e também no domingo (29), das 12h às 19h.

A mobilização integra a estratégia nacional de enfrentamento à influenza e busca ampliar a cobertura vacinal antes do aumento da circulação do vírus, período em que historicamente crescem os casos graves e as internações por doenças respiratórias.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde e Ambiente da Sesau, Veruska Lahdo, o Dia D tem papel fundamental para ampliar o alcance da campanha.

“Nosso objetivo é facilitar o acesso da população à vacina, levando a imunização para mais perto das pessoas e reforçando a proteção, principalmente dos grupos prioritários. A vacina é segura, eficaz e fundamental para evitar casos graves e internações por gripe”, afirma.

Campanha começa em cenário de aumento de doenças respiratórias

A vacinação ocorre em um momento de alerta nacional. Dados do Ministério da Saúde apontam mais de 14 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registrados em 2026, com a influenza entre os principais vírus associados às formas mais severas da doença.

Mais de 15 milhões de doses já foram distribuídas em todo o país com o objetivo de proteger a população antes do avanço sazonal do vírus. A estratégia é preventiva: o organismo precisa de algumas semanas após a aplicação para desenvolver proteção adequada.

Especialistas reforçam que adiar a vacinação aumenta o risco de infecção justamente quando a circulação viral se intensifica.

Quem pode se vacinar

Nesta etapa, a imunização pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é destinada aos grupos considerados mais vulneráveis às complicações da gripe:

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
  • Idosos
  • Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto)
  • Profissionais da saúde
  • Trabalhadores da educação
  • Forças de segurança e salvamento
  • Povos indígenas e quilombolas
  • Pessoas com comorbidades
  • Trabalhadores dos Correios
  • Caminhoneiros
  • Trabalhadores do transporte coletivo rodoviário

A Sesau orienta que os integrantes desses grupos levem documento pessoal com foto e comprovante da condição prioritária, como laudo médico, carteira profissional ou documento funcional, para agilizar o atendimento.

Onde se vacinar no Dia D

As doses estarão disponíveis nas seguintes unidades de saúde, das 7h30 às 16h45:

  • USF 26 de Agosto (Centro/Prosa)
  • USF Tiradentes (Bandeira)
  • USF Universitário (Bandeira)
  • USF Nasser (Segredo)
  • USF Vida Nova (Segredo)
  • USF Caiçara (Lagoa)
  • USF Santa Emília (Lagoa)
  • USF Alves Pereira (Anhanduizinho)
  • USF Dona Neta (Anhanduizinho)
  • USF Los Angeles (Anhanduizinho)
  • USF Silvia Regina (Imbirussu)
  • USF Serradinho (Imbirussu)

A vacinação continuará nas unidades de saúde ao longo da campanha, conforme cronograma definido pelo Ministério da Saúde.

Gripe não é resfriado: quando procurar atendimento

Embora frequentemente confundidas, gripe e resfriado apresentam diferenças importantes. A influenza costuma provocar febre alta, dores no corpo, cansaço intenso e piora mais significativa do estado geral.

Sinais como falta de ar, febre persistente e agravamento dos sintomas indicam necessidade de avaliação médica, já que a doença pode evoluir para pneumonia em casos mais graves.

Especialistas destacam ainda que a vacinação precisa ser anual porque o vírus influenza sofre mutações frequentes e a proteção diminui com o tempo, especialmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas.

Mesmo sem impedir totalmente a infecção, a vacina reduz significativamente o risco de hospitalizações e mortes.