Dia de ‘manifestos’ terá Bolsonaristas em ação de manhã e Grito dos Excluídos à tarde em Campo Grande

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Amanhã, a terça-feira (7) de feriado Nacional do chamado “Dia da Independência do Brasil”, terá duas coisas em comum no Pais, incluindo Campo Grande e algumas cidades do interior de Mato Grosso do Sul, que será o feriado e manifestações sócio ‘politicas’. Mas, quanto aos manifestos, serão dois atos totalmente distintos, onde um já ocorre a mais de 20 anos, que aproveita a data para ‘lembrar’ as mazelas do País, no dia Pátria que também pode ser um “Dia dos Excluidos” da própria Pátria. E neste ano acrescenta uma luta contra o atual governo e ao Presidente Jari Bolsonaro. O outro movimento, que se intitula pela “Pátria e Famíia”, surgiu em tese a quatro anos, mas se vigorou em favor do Presidente da República e sua gestão que se iniciou em 2019, mesmo que atualmente, a administração federal seja reprovada por cerca de 70% dos compatriotas.

De acordo com os organizadores, que desta vez são todos ligados de um modo ou de outro a movimento ou partidos políticos de extrema direita ou da esquerda, os manifestos serão pacíficos, mesmo ante que o “Dia da Independência do Brasil”, há quase 200 anos, em 1822, hoje virou uma luta política, onde ambos requerem uma “nova independência”. E todos irão as ruas nesta terça-feira, com pautas totalmente distintas, que podem ser avaliadas até como A ou Z , água e óleo, que não convergem a um mesmo País e tem levado e pode se avolumar amanhã, em até conflitos sociais.

Como, ao menos em Campo Grande, já há um modo operacional de Segurança Pública, para evitar conflitos diretos, os manifestantes vão às ruas amanhã, em horários distintos e de certo modo, distantes, e já com itinerário traçado e oficializado as autoridaes, para protestar a favor (um pela manhã) e outro a tarde, contra o presidente Jair Bolsonaro, além de defender suas outras bandeiras.

A inicial ocupação das ruas da Capital será dos pró-bolsonaristas, a partir das 9hs até por volta das 12 horas, com organização de grupos exclusivamente ligados ou partidários do Presidente, como o QG do Bolsonaro, deputado estadual Renan Contar (PSL), vereador Sandro Benitez (Patriota) e o Conselho de Pastores. “As manifestações democráticas da direita são feitas por famílias, cristãos e acima de tudo, pessoas que querem o bem do Brasil. Quem põe fogo e depreda patrimônio, são os acéfalos manipulados da esquerda”, diz Contar, que mesmo ao falar em ‘Paz’ parte para contumaz ataque ao outro campo, apesar de ‘defender’ e anunciar que os brasileiros irão às ruas para defender a democracia, liberdade de opinião e protestar contra decisões que consideram arbitrárias tomadas pelo STF (Superior Tribunal de Justiça).

Grito dos excluídos

A tarde, a partir das 15h, na Praça Ary Coelho, os movimentos sociais e a grupos da Igreja Católica fazem o Grito dos Excluídos, realizado pelam Igreja há 27 anos, sendo apartidário e que sempre falou de problemas de qualquer goerno instalado. Os últimos anos, contou com uma participação maior e até dedicação de partidos do chamado campo Progressistas (esquerda), com engrossar dos atos pelo pessoal da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e sindicatos filiados, que passaram até a organizam o Grito dos Excluídos. Desde ano passado, a ação publica e aberta se tornou também uma conclamação de pedido da retirado do atual Presidente, com Impeachetman de Bolsanoro.

Assim, como chamam os ‘atos democráticos’ do dia 7 de setembro serão realizados em várias cidades do país e vão engrossar o coro do ‘Fora, Bolsonaro’.  O ‘Grito dos Excluidos’ se tornou também um ‘7S’ , entre a quinta grande manifestação este ano contra o governo de Jair Bolsonaro. Protestos já foram realizados nos dias 29 de maio, 19 de junho, 3 de julho e 18 de agosto, data em que houve paralisação dos servidores públicos contra a reforma Admisntirativa (PEC 32).

Para este dia 7 de setembro, a convocatória das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e da Campanha Nacional Fora Bolsonaro reforça que a democracia e a soberania do Brasil estão sob ataque. E que Bolsonaro e sua base ameaçam o país com um golpe, citando ameaças diárias do presidente contra as instituições como o STF e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), atacando até as Eleições, contra as urnas eletrônicas e sistema vigente.

Agendas

A favor – Contará com a ‘Motociata da Independência’, que visa reunir centenas de motociclistas com concentração a partir das 8h45, e saída às 9h do Yotedy, localizado na rua Antônio Maria Coelho, n. 6200. A motociata irá percorrer e se encontrar com carreatas que também estarão acontecendo nesta data, previamente organizada com as lideranças locais. O percurso será de 20 km e irá percorrer o Parque dos Poderes, Afonso Pena, Base Aérea, retornar para altos da Afonso Pena e dispersar às 11h. Também terá o grupo concentrado na Praça do Rádio Clube Cidade, localizada na Avenida Afonso Pena. O trajeto seguirá até o Comando Militar do Oeste (CMO) e retorna ao ponto de partida.

Conforme organizadores, todas as capitais do Brasil, estarão aderindo ao movimento. No Mato Grosso do Sul, a manifestação ocorrerá também em Corumbá, Aquidauana, Anastácio, Bonito, Ponta Porã, Dourados, Rio Negro, Miranda, Maracaju e Três Lagoas.

Contra – Os preparativos ou formação aconteceram em comunidades da Igreja Católica e ou sedes de movimentos sociais.

O ato em si, concentrando a todos, será a tarde, a partir das 15h, com inicio na Praça Ary Coelho, onde haverá manifestos e falas de lideranças. O grupo seguirá em passeata ou “Caminhada dos Excluídos” pelo centro da Capital, saindo da praça seguindo pela Rua 14 de Julho até Antônio Maria Coelho, onde sobem e viram na Rua 13 de maio até a Rua Barão do Rio Branco e encerram com novo ato celebrativo na Praça do Radio Clube.