A executiva nacional do DEM decidiu nesta terça-feira (21) dar seguimento à fusão do partido com o PSL, num primeiro passo para formalizar o processo. Como o Enfoque MS noticiou ontem, sobre Mato Grosso do Sul, que aqui Fusão DEM-PSL nasce ‘grande pequeno’ em MS com senadora na direção , a união das siglas ainda precisa ser referendada em convenção nacional. A expectativa é que o encontro ocorra entre os dias 5 e 21 de outubro. A articulação nacional de ‘novo partido’ da fusão DEM-PSL, nascerá ou surgirá grande no Brasil, levando em consideração os números atuais, mas pode também ser ao contrário e não ter a total musculatura que se soma hoje, tanto nacional, como principalmente em MS.
No Estado, à principio mais perde do que ganhará, pois nomes de pesos de ambas as siglas já estão propensos a sair das atuais agremiações e quiça não querem ficar no resultado da fusão, entre um partido de direita e outra da extrema-direita, onde ambos tem pontos negativos expostos. Em MS, a senadora Soraya Thronicke (PSL) é cotada para assumir o novo partido a ser criado, que pode perder os outros três parlamentares existente hoje no PSL. E o’novo’, não deve ganhar, a ministra Tereza Cristina Dias, que é deputada federal licenciada do DEM, e que também deve levar consigo os dois deputados estaduais da sigla, onde todos podem se filiar ao PP (Progressistas).
A nova sigla, que pode ser chamada de Democracia Liberal, surge como a maior da Câmara dos Deputados, com 81 parlamentares e sete senadores. Contudo, as articulações e quase fechada fusão nacional, devem mexer com o rumo da política em MS.
A decisão na Nacional dos Democratas, desta terça-feira, autoriza a convocação da convenção e foi tomada em votação por 40 a 0 pelos integrantes da executiva do DEM que estavam presentes. A direção tem 53 membros no total. O PSL deve reunir a própria executiva para deliberar o assunto ainda nesta semana. “Este foi o primeiro passo na direção de formalizar o processo de criação de um novo partido cuja base fundamental está na fusão do Democratas com o PSL”, disse o presidente do DEM, ACM Neto, que leva em conta que segundo integrantes da cúpula, cerca de 80% dos Estados estão com a estrutura resolvida em conjunto com o PSL. Ainda há, porém, impasse em alguns diretórios, como Acre, Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro.
“Hoje, a comissão executiva nacional do Democratas aprovou a autorização para que seja convocada uma convenção nacional do partido, que deve ocorrer entre 5 e 20 de outubro, provavelmente dia 5, e, aí sim, os convencionais vão apreciar o tema e confirmar o processo de fusão”, explicou Neto.
Convenção
A convenção reúne membros do diretório nacional, delegados e parlamentares do partido –cerca de 200 pessoas. A ideia, segundo Neto, é que a as convenções do DEM e do PSL ocorram no mesmo dia para que seja anunciada a fusão. Depois de tomada a decisão, o processo precisa ser encaminhado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que seja criado de fato o novo partido.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o governador Ronaldo Caiado (Goiás), ministros do governo, como Onyx Lorenzoni (Trabalho) e Tereza Cristina (Agricultura), e o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) participaram do encontro e votaram a favor da fusão. Pacheco, considerado presidenciável, está sendo assediado pelo PSD e já foi convidado a se filiar à sigla. O DEM, com a fusão, tentará mantê-lo entre os quadros da sigla.
“A presença, hoje, do presidente Pacheco, governadores, ministros, prefeitos de capital, deputados, senadores, nós tivemos algo difícil de construir que foi uma aprovação unânime com a garantia de todas as principais lideranças do partido, conjuntamente, aprovando a decisão tomada. A presença de Pacheco é simbólica”, afirmou o presidente do DEM.
Questionado sobre se ficará na sigla que pode ser criada, o presidente do Senado, se esquivou e disse que a questão “é maior que ele”.
A expectativa do ex-prefeito de Salvador é que num primeiro momento, a provável futura sigla perca filiados e parlamentares que discordem da fusão, mas que novos nomes se filiem ao partido. Para ele, a fotografia da nova sigla ficará clara em abril, logo depois da janela partidária –período para troca de partidos–, que ocorre em março.
O objetivo, disse o dirigente, é que a provável futura sigla tenha papel relevante nas eleições presidenciais.
Uma das preocupações de integrantes do DEM é que as decisões na sigla a ser criada sejam tomadas de forma colegiada e não de forma unilateral pelo comando da futura legenda, que será comandada pelo deputado Luciano Bivar (PE), presidente do PSL. Neto será o secretário-geral do partido que resultará da fusão.
“O PSL é um grande corpo, mas o Democratas é um grande partido. Nossos valores e princípios vão balizar o futuro desta fusão”, disse o presidente do diretório paulista do partido, deputado Alexandre Leite.
Segundo integrantes do DEM, um dos acordos é que toda decisão do novo partido será colegiada. “É um movimento estratégico e político inteligente, que gera a maior bancada do Congresso Nacional e um papel de protagonismo no cenário para 2022”, avaliou o líder do partido na Câmara, Efraim Filho (PB).
Com informação FOLHAPRESS




















