
Declaração ocorre após pedido de desculpas do presidente iraniano Masoud Pezeshkian por ataques a países vizinhos
A troca de declarações entre Estados Unidos e Irã voltou a aumentar a tensão internacional neste sábado (7). Após o presidente iraniano pedir desculpas por ataques a países vizinhos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, respondeu com novas ameaças e classificou o Irã como o “perdedor do Oriente Médio”.
As declarações foram publicadas por Trump na rede social Truth Social. Na mensagem, o líder americano afirmou que o país poderá ampliar os alvos de ataques caso continue com o que chamou de “mau comportamento”.
“Hoje, o Irã será duramente atingido. Áreas e grupos de pessoas que não eram considerados alvos até este momento estão sob séria consideração para destruição completa e morte certa”, escreveu Trump.
A reação ocorre depois de um pronunciamento do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, transmitido pela televisão estatal. No discurso, ele pediu desculpas pelos ataques realizados contra países do Golfo e afirmou que ordenou às forças iranianas que realizem ofensivas apenas se o país for atacado primeiro.
Segundo Trump, a mudança de postura do governo iraniano aconteceu após ataques “implacáveis” realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o regime.
“O Irã buscava dominar e governar o Oriente Médio. É a primeira vez em milhares de anos que o país perde para os vizinhos da região”, afirmou o presidente americano. “O Irã não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’, mas sim o ‘perdedor do Oriente Médio’, e continuará sendo por muitas décadas até se render ou, mais provavelmente, entrar em colapso total.”
No pronunciamento, Pezeshkian também rejeitou os pedidos de rendição feitos por Trump. O presidente iraniano afirmou que o país não aceitará pressões externas.
“Aqueles que consideram explorar este momento para atacar o Irã não devem se tornar fantoches do imperialismo”, declarou.
As falas acontecem em meio à escalada de tensões na região do Oriente Médio, após confrontos e ataques que já provocaram centenas de mortes e aumentaram o temor de ampliação do conflito na região.


















