27/09/2016 07h45
Dono de casa noturna na Capital presta depoimento nesta terça para Lava Jato
PF procurou Thiago Cance, mas ele tinha viajado para o interior do Estado
Correio do Estado
O empresário de Campo Grande do setor de entretenimento informou à Polícia Federal que nesta terça-feira prestará esclarecimentos. Thiago Nunes Cance é investigado na 35ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta segunda (26) para cumprir mandados na Bahia, Mato Grosso, Brasília, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
A operação Omertà também foi responsável pela prisão do ex-ministrado da Fazenda e da Casa Civil Antônio Palocci.
No mandado de condução coercitiva que estava previsto para ser cumprido hoje em Campo Grande contra Cance, os policiais federais não o localizaram.
O advogado dele, Fábio de Melo Ferraz, explicou que o empresário estava em viagem ao interior do Estado. O defensor foi à Superintendência da Polícia Federal para informar a ausência.
“Amanhã ele (Thiago Nunes Cance) vai espontaneamente à Polícia Federal prestar esclarecimentos. Ele está a disposição da Justiça”, disse Ferraz. “Ele contou que foi uma surpresa esse mandado e não sabemos do que se trata porque não tive acesso ao processo”, completou o defensor.
Thiago Nunes Cance é conhecido da noite campo-grandense. Ele é dono da casa noturna Move Club, que fica na região central da cidade. Também comandou a Wood’s, que ficava nos altos da Avenida Afonso Pena e acabou fechando depois de um ano e sete meses aberta. O local teria falido.
No pedido do Ministério Público Federal para obter o mandado de condução coercitiva enviado à 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba (PR), a força-tarefa ainda destacou que Cance é filho do ex-diretor da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa) de Campinas, e da Sanesul, Aurélio Cance Junior.
Júnior integrou a chamada “República de Mato Grosso do Sul”, que envolvia três pessoas do Estado em esquema de corrupção na prefeitura de Campinas.
INVESTIGAÇÃO
A força-tarefa da Lava Jato quer saber se o empresário de Campo Grande recebeu dinheiro de propina paga pela empreiteira Odebrecht. Planilhas da empresa indicaram o nome de Thiago Nunes Cance no pagamento de valores possivelmente ilícitos.
A apuração indicou que Cance viajava para São Paulo e hospedava-se em hotel para receber o dinheiro. Foram identificados pelo menos três viagens no ano de 2010.
MANDADOS EXPEDIDOS
SALVADOR/BA
02 (dois) mandados de busca e apreensão
01 (um) mandado de condução coercitiva
CAMAÇARI/BA
01 (um) mandado de busca e apreensão
01 (um) mandado de condução coercitiva
RONDONÓPOLIS/MT
01 (um) mandado de busca e apreensão
BRASÍLIA/DF
01 (um) mandado de busca e apreensão
01 (um) mandado de condução coercitiva
VITÓRIA/ES
01 (um) mandado de busca e apreensão
01 (um) mandado de condução coercitiva
RIO DE JANEIRO/RJ
02 (dois) mandados de busca e apreensão
02 (dois) mandados de condução coercitiva
SÃO PAULO/SP
13 (treze) mandados de busca e apreensão
03 (três) mandados de prisão temporária
06 (seis) mandados de condução coercitiva
CAMPINAS/SP
02 (dois) mandados de busca e apreensão
RIBEIRÃO PRETO/SP
01 (um) mandado de busca e apreensão
ITAPECERICA DA SERRA/SP
01 (um) mandado de busca e apreensão
01 (um) mandado de condução coercitiva
TABOÃO DA SERRA/SP
01 (um) mandado de busca e apreensão
01 (um) mandado de condução coercitiva
CAMPO GRANDE/MS
01 (um) mandado de busca e apreensão
01 (um) mandado de condução coercitiva
VEJA COLETIVA DA 35ª FASE DA LAVA JATO




















