Dourados tem quatro mortes suspeitas de chikungunya e baixa procura pela vacina

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Agentes de combate às endemias continuar trabalhando por toda cidade para conter o avanço da epidemia de Chikungunya em Dourados. Foto: A. Frota

Dourados continua enfrentando a epidemia de chikungunya. Em uma atualização nessa terça-feira (28), o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) informou que são quatro óbitos em investigação e oito confirmados.

O mais recente é de um homem de 29 anos, morador da Aldeia Bororó, que apresentou os sintomas no dia 19 de abril, falecendo no dia 25, no Hospital da Vida. Outras mortes suspeitas são de uma criança indígena de 12 anos e dois homens não indígenas de 84 e 50 anos.

Outra preocupação das autoridades locais é a baixa procura pela vacinação contra a doença, que passou a ser ofertada gratuitamente nos postos de saúde na segunda-feira (27).

A Secretaria Municipal de Saúde informou que foram aplicadas 207 doses na área urbana e apenas 30 nas Aldeias Bororó e Jaguapiru, onde a situação epidemiológica é mais grave.

O balanço também apontou que são 33 internados, sendo que ontem eram 42. Do total, 1 está no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 22 no Hospital Universitário, 3 no Hospital Cassems, 3 no Hospital Regional, 1 no Hospital da Vida e 3 no Hospital Mackenzie.

Dourados já registrou 7.100 notificações, das quais 5.187 são casos prováveis, 2.554 confirmados, 1.913 casos descartados e 2.663 em investigação. Apenas na Reserva Indígena são 3.051 notificações, com 1.461 confirmados, 639 casos descartados e 951 em investigação.

“A diminuição do número de casos notificados na semana 13 muito provavelmente esteja relacionada aos dias de feriado”, ressalta o relatório. “Estamos na semana epidemiológica 17 e o número de casos computados se refere ao acumulado da semana que se inicia”.

Apesar da queda no número de novos casos, o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública alerta que a curva de positividade da Chikungunya segue em níveis elevados ao longo dos últimos 15 dias.

“É preciso manter a atenção total, redobrar os cuidados preventivos, como recolhimento de lixo para o local correto, acabar com pontos de água parada e buscar a vacinação, já que a procura no primeiro dia da campanha foi muito baixa”, enfatiza Marcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE.