Faixa de visibilidade passará por regiões isoladas; próximos eclipses ainda prometem espetáculo
Na próxima terça-feira (17), o céu reserva um espetáculo raro e distante para a maior parte da humanidade: o primeiro eclipse solar anular de 2026, popularmente chamado de “anel de fogo”. Nesse fenômeno, a Lua passa entre a Terra e o Sol, mas não cobre totalmente o disco solar, deixando visível um círculo de luz nas bordas — uma visão que só poderá ser apreciada em sua plenitude em regiões remotas da Antártica.
O efeito ocorre porque a Lua estará próxima do apogeu, ponto mais distante de sua órbita em relação à Terra, fazendo com que seu tamanho aparente seja 1,1% menor que o do Sol. Com isso, a sombra principal da Lua, chamada umbra, não alcança a superfície terrestre; o que chega é a antumbra, permitindo o surgimento do famoso anel brilhante, conforme explicou a Nasa.
Onde será possível ver o “anel de fogo”?
O caminho de anularidade terá apenas 616 km de largura e cortará basicamente o território antártico e águas do Oceano Antártico. Nas regiões povoadas, o eclipse será apenas parcial:
- Ilha Rei George, nas Ilhas Shetland do Sul: 83% do Sol encoberto às 10h12 (horário local).
- Cidade do Cabo, África do Sul: 11% do Sol encoberto às 6h17 (horário local).
- Punta Arenas, Chile: 5% do Sol encoberto às 21h08 (horário local).
- No restante da África Austral e na extremidade sul da Patagônia: máximo de 40% do Sol encoberto.
No Brasil, o fenômeno não será visível. Segundo a plataforma Time And Date, apenas 2,17% da população mundial terá alguma visão parcial do eclipse, principalmente pessoas no sul da África e extremo-sul da América do Sul, totalizando cerca de 63 milhões de espectadores.
Duração e contexto histórico
A fase máxima do eclipse anular terá 2 minutos e 20,9 segundos de duração. Este evento faz parte do ciclo Saros 121, uma série histórica que começou em 944 d.C. e terminará em 2206. O eclipse de fevereiro de 2026 será o 75º dessa sequência.
Próximos eclipses e previsão para o Brasil
Enquanto este eclipse de fevereiro de 2026 será praticamente inacessível, o ano ainda reserva mais três fenômenos astronômicos: outro eclipse solar e dois lunares. Para os brasileiros, a boa notícia fica para 6 de fevereiro de 2027, quando o eclipse solar anular cruzará a região Sul do país, oferecendo a oportunidade de ver o “anel de fogo” completo ou parcialmente em algumas cidades, coincidindo com o período de Carnaval.
Quem quiser acompanhar o eclipse de 2026 precisará recorrer a transmissões ao vivo, caso a Nasa ou outras instituições confirmem a cobertura, já que o isolamento do trajeto do anel dificulta campanhas científicas presenciais. Mesmo assim, o evento continua despertando fascínio e expectativa entre astrônomos e amantes do céu ao redor do mundo.




















