04/05/2020 15h45
Por: Leila Maciel

Noite dessas estava lendo sobre experiências exitosas no ensino superior mundo afora e
encontrei vários artigos e notícias que mostram que a educação está andando a passos largos
em alguns países, na medida em que o Brasil – com algumas brilhantes exceções – não está
acompanhando.

Expressões como hiperaula, lifelong learning e os MOOC – massive open online courses estão
presentes em relatórios tanto de universidades como de empresas compromissadas com a
formação de sua equipe, o que denota que a conexão entre academia e mundo corporativo é
um caminho sem volta.

Neste cenário de novos ambientes e novas práticas exige-se cada vez mais do corpo docente das
faculdades habilidades para os quais, certamente, não receberam a devida formação. Muito
mais que conhecimento técnico e teórico – exigência básica na seleção de professores – o
letramento digital de alta complexidade deve fazer parte dos requisitos adotados na composição
do quadro docente.

Posto isto, a educação disruptiva, aquela que pretende romper com a já estabelecida e que, por
vezes, não atende a atual demanda num cenário pedagógico mais amplo, traz consigo vários
desafios numa velocidade impressionante. Inovação didática, conhecimento e domínio de
ferramentas digitais, proposição de novas práticas são conceitos que urgem fazer parte da
formação do profissional que pretende estar à frente de cursos de graduação e pós-graduação.

Não há como se pensar em novas práticas didáticas numa realidade em que a formação não
acompanhe as inovações tecnológicas e que atendam às reais necessidades do mercado de
trabalho. Acredito que seja esta uma das contribuições da educação disruptiva: trazer novas
entregas, diferente do realizado até o momento, talvez numa utópica pretensão de andar a
passos largos como o mundo está andando. E é satisfatório ver iniciativas positivas em algumas
faculdades com abordagens educativas bem inovadoras.

Aos apaixonados pela docência, estamos desafiados a entrar no mundo digital de uma forma
irreversível porque, a despeito de inovações tecnológicas e Inteligência Artificial, nada ainda
supera a presença (física ou virtual) do professor. Nossos alunos já são nativos digitais e isso
exige muito mais de nós. Que possamos fazer novas entregas aos nossos alunos. Que possamos
ajudar a formar profissionais preparados para novas entregas. Que tenhamos formação
disruptiva para esta educação disruptiva.

 Profª MsC Leila Maciel

Ilustração

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