15/08/2016 13h30
Em julho, cesta básica em Dourados custa 5,47% mais barata que no mês anterior
Ddos News
O valor da Cesta Básica do mês de julho apresentou uma queda de 5,47% em Dourados, em comparação ao mês anterior. Nesse período o trabalhador douradense teve que destinar uma quantia menor para a compra dos produtos que foi de R$ 390,85, o que equivale a 44,41% do salário mínimo vigente.
Em junho, o valor gasto com os mesmos produtos foi de R$ 413,45, ou seja, 46,98% do salário mínimo de R$ 880.
Os dados são de uma pesquisa realizada pelos acadêmicos do curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia (Face) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) realizada na última semana de julho.
Os produtos pesquisados são açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo, pão francês e tomate, conforme o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Segundo a pesquisa, um dos fatores que explicam a queda de preços da cesta douradense, no mês de julho, está nos produtos que aumentaram o valor e não têm tanto peso na cesta.
Dos 13 produtos que compõem a cesta básica, sete apresentaram uma elevação de preços em julho, se comparados com o mês anterior. Os produtores que subiram de preço foram o pão-francês com 9,71%; café 7,58%; manteiga 4,50%; leite 4,42%, já que a produção cai no inverno; batata com 4,42%; arroz 2,87%; farinha de trigo 2,74% e o açúcar com 2,70%.
Outros produtos nesse período diminuíram de preços, foram os que mais pesam na cesta básica, como a carne que teve uma queda de 20,92%, o feijão 9,17%, que se tornou um dos ‘vilões’ na hora da compra. Também teve queda a batata com 4,49%; óleo de soja 3,24%; tomate 3,04% e banana 1,61% de queda.
A Constituição Federal de 1988, consta que o trabalhador brasileiro deve trabalhar 220h mensais, com isso junho, um trabalhador douradense para pagar a cesta básica tinha de trabalhar 103 horas e 22 minutos. Em julho, este trabalhador precisou de um tempo bem menor, 97h e 42 minutos para comprar alimentos, isto representou um aumento do poder de compra do salário se comparado com o mês anterior.
Valor no Estado e em outras capitais
Apesar da Cesta Básica douradense ter sofrido uma queda nos preços, superou os praticados em nove capitais estaduais do país, as com o menor valor ficaram Porto Velho, João Pessoa, Maceió, São Luís, Salvador, Aracaju, Recife, Rio Branco e Natal. Campo Grande, capital de Mato Grosso a cesta foi comercializada a R$ 430,37, maior que a de Dourados.
A partir dos dados do Dieese, a variação média nacional foi de uma elevação dos preços em 22 capitais e uma redução em apenas 5 capitais estaduais. Apesar desta elevação na maioria das capitais dos Estados, Dourados apresentou uma queda após um aumento muito expressivo no mês de Junho.
Dentre as capitais, o maior custo da cesta básica foi registrado em São Paulo, pelo segundo mês consecutivo, R$ 475,27; seguida de Porto Alegre com R$ 468,78; sendo que estas capitais registraram estes aumentos pela segunda vez consecutiva r no Rio de Janeiro, com 448,28.
Os menores preços médios foram verificados em Recife com R$ 374,54; em Rio Branco com R$ 371,94 e com o menor preço da Cesta Básica do país no mês de Junho foi registrada na capital do Estado de Rio Grande do Norte, Natal com R$ 362,63; esta mesma cidade apresentou no mês passado o menor preço da Cesta Básica do país.
Como economizar
A sugestão dada pelos economistas aos consumidores é pela pesquisa de preço nos diversos supermercados, ela ajuda a economizar. Durante a pesquisa, as diferenças nos valores apresentadas entre os supermercados, o mais elevado chegou a R$ 520,89 e o menor com R$ 349,28, com os mesmos produtos, o que equivale a R$ 171,61, com um ganho 67,05%, e com isso vale a pena percorrer vários estabelecimentos.
Outra opção é verificar os levantamentos realizados pelo Procon do município, que compara os preços praticados por cada estabelecimento e divulga, sendo uma opção a mais na hora da compra.
Conforme o Dieese, e levando em consideração a determinação da Constituição Nacional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir as despesas do trabalhador brasileiro e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
Com isso em julho de 2016, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas, deveria equivaler a R$ 3.992,75, ou seja, 4,54 vezes mais do que o mínimo vigente que é de R$ 880.
Mais uma vez houve uma alteração devido ao aumento dos preços da Cesta Básica, e constatado pela pesquisa que em junho o salário mínimo necessário estava em R$ 3.940,24, uma diferença de R$ de 52,51 o que significa que em julho os trabalhadores continuaram a ter perda em relação ao mês anterior.




















