Em meio à folia, governo reforça uso do Celular Seguro para proteger aparelhos

7
Ferramenta do Ministério da Justiça possibilita emitir alerta, bloquear linha e aplicativos bancários com poucos cliques (Foto: Divulgação)

Plataforma permite comunicar perda ou roubo rapidamente e já soma mais de 3,8 milhões de usuários no país

No meio dos trios elétricos, blocos e desfiles que tomam conta das ruas do país, um cuidado tem ganhado espaço entre os foliões: proteger o celular. Em pleno ritmo de carnaval, quando multidões se espalham de Norte a Sul, o risco de perda, furto ou roubo de aparelhos aumenta — e é justamente nesse cenário que o governo federal reforça o uso do aplicativo Celular Seguro.

A ferramenta foi criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para permitir que vítimas comuniquem de forma rápida ocorrências envolvendo aparelhos móveis. Disponível em aplicativo e versão web, a plataforma possibilita que, com apenas um alerta, o usuário solicite o bloqueio do aparelho, da linha telefônica e até de aplicativos bancários e instituições financeiras vinculadas.

O registro pode ser feito pelo próprio dono do celular ou por uma pessoa de confiança previamente cadastrada. Caso o aparelho seja roubado ou furtado, é possível emitir o alerta usando outro celular, tablet ou computador. Não é necessário informar o número do IMEI (Identificação Internacional de Equipamento Móvel), código único de 15 a 17 dígitos que identifica o dispositivo.

Mesmo quem ainda não estiver cadastrado poderá se registrar na plataforma em até 15 dias após a ocorrência.

Como se cadastrar

O ministério orienta que o cadastro seja feito com antecedência, antes de situações de emergência. Para isso, o cidadão deve acessar o site do Celular Seguro ou baixar o aplicativo e fazer login com a conta Gov.br, utilizando CPF e senha.

Após aceitar os termos de uso, o usuário pode cadastrar pessoas de confiança, que poderão emitir alertas em seu nome se necessário. Também é preciso registrar o telefone na opção “Cadastrar Telefone”, informando se é titular da linha. Caso não seja, será exigida autorização do responsável.

Não há limite para o número de aparelhos cadastrados.

Como emitir o alerta

Em caso de roubo, furto ou perda, o usuário — ou o contato de confiança — deve acessar a plataforma e selecionar a opção de alerta em “Meus Telefones” ou “Telefones de Confiança”. Depois, basta escolher o aparelho e clicar em “Alerta”.

Após a emissão, será gerado um número de protocolo, que deve ser guardado para eventuais atendimentos junto às instituições parceiras.

Crescimento da plataforma

Criado em dezembro de 2023, o Celular Seguro já reúne 3,81 milhões de usuários cadastrados em todo o país. Em 2025, foram registrados 98.786 alertas, número cerca de 5,5% maior que o do ano anterior.

Para este ano, o governo federal prevê a ampliação do serviço com integração às polícias civis. A medida permitirá o bloqueio de IMEI e linhas diretamente pelas autoridades, envio de mensagens de alerta por WhatsApp e SMS em casos de tentativa de reutilização do aparelho e até a geração automática de boletim de ocorrência a partir do registro na plataforma.

Consulta antes de comprar

Quem pretende adquirir um celular usado também pode consultar se o aparelho possui restrições nas bases do Celular Seguro e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Segundo o ministério, a iniciativa integra um conjunto de ações para reduzir crimes envolvendo dispositivos móveis e facilitar a devolução voluntária de aparelhos com registro de restrição.