Dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, somente oito não registraram até agora, em 2026, ao menos, uma notificação da febre chikungunya, doença essa transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo causador da dengue e da zika. Conforme o último boletim epidemiológico publicado pela Secretaria do Estado de Saúde (SES), com dados computados até o dia 07 deste mês, enquanto oito cidades estão no alerta vermelho por conta da alta incidência da doença, ou seja, acima de 300 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, outras oito não têm sequer uma suspeita para averiguar.



Ao todo, são 2.446 casos prováveis em todo o estado desde janeiro até o 07 de março. Desse tota, 1.147 já foram confirmados, sendo 16 gestantes, e outros 2.676 descartados. O boletim também traz a confirmação de três óbitos, todos em Dourados, sendo de uma mulher de 69 anos e um homem de 73 anos, ambos residentes na Aldeia Jaguapiru, e um bebê de apenas três meses da Aldeia Bororó. O quarto óbito é de uma mulher de 60 anos, porém, ainda será publicado no próximo boletim estadual, mas já foi confirmado pelo municípi. Entre as cidades que registraram mais casos positivos estão Fátima do Sul, com 453, Dourados, com 206, Jardim, com 186, Sete Quedas, com 56, e Aquidauana, com 42.

Segundo o Ministério da Saúde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, fazendo referência à aparência dos pacientes atendidos na região da Tanzânia onde ocorreu a primeira epidemia documentada desta doença. A doença é caracterizada por dores fortes, especialmente nas articulações, e os sintomas duram até sete dias.
A principal forma de transmissão é pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti. Outras formas menos comuns de transmissão são por meio de transfusão de sangue ou da gestante para o bebê. Não há transmissão por contato direto com um doente. Abaixo, esquematização do ciclo de transmissão do vírus da chikungunya. Não existe tratamento específico para chikungunya.
Após ser picado, o paciente pode levar de 02 a 12 dias para começar a ter sintomas. A pessoa doente fica com o vírus circulando no corpo, em fase chamada de viremia, este período normalmente começa dias antes do aparecimento dos sintomas e pode perdurar por até 10 dias. Nessa fase, se uma fêmea do mosquito picar a pessoa doente, ela vai ingerir o vírus juntamente com sangue e, após 03 a 07 dias, passará a transmiti-lo.
Confira o último Boletim Epidemiológico da SES:




















