Engenheiros e prestadores de serviço superfaturaram contrato com incorporadora

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Foto: PCMS

A Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) apresentou novos detalhes sobre a Operação Abalo Sísmico, deflagrada nessa terça-feira (03) contra um grupo de prestadores de serviços, engenheiros e almoxarife que provocou um prejuízo de R$ 5 milhões para uma incorporadora especializada em condomínios de alto padrão sediada em Campo Grande.

À imprensa, o delegado Pedro Henrique Pillar Cunha, responsável pelo caso, explicou que os engenheiros superfaturavam os contratos para aplicar o golpe, em conjunto com prestadoras de serviço de transporte, perfuração de solo e instalação de fundações prediais. Os criminosos alteravam dados de medição, estatísticos e matemáticos para que o contrato fosse em um valor superior ao do estudo.

Entretanto, a incorporadora notou furtos de materiais diversos na construção de um prédio no bairro Jardim dos Estados e acionou as autoridades, que a partir disso começaram a investigar o caso e constataram que as irregularidades não estavam na subtração dos materiais, mas sim na adulteração dos contratos.

A investigação apontou que outras incorporadoras também podem ter sido vítimas do esquema, já que os envolvidos possuem vários contratos. Entre os crimes apurados, estão: furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão domiciliar, sendo sete em Campo Grande, dois em Votorantim (SP), um em Campinas (SP) e um em Sorocaba (SP). Em Campo Grande, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em residências e empresas.

Em uma das casas, os policiais encontraram aproximadamente R$ 700 mil em dinheiro de espécie, além de celulares, arma de fogo de calibre .22 sem a documentação legal e algumas munições. O engenheiro foi preso por porte ilegal, mas solto ao pagar a fiança de R$ 5 mil. O caso segue em investigação.