Estudante de medicina é presa com mais de 130 caixas de remédios para diabetes

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(Foto: Divulgação/PRF)

Uma estudante de medicina de 20 anos acabou presa pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no último sábado (05) ao ser flagrada transportando uma carga composta por 134 remédios para tratar a diabetes tipo 2 contrabandeados do Paraguai. A medicação vendo sendo usada para emagrecimento mesmo sem comprovação para este fim.

A detenção da acadêmica aconteceu na rodovia federal BR-267, na altura de Maracaju. No caso, ela estava como passageira de uma van que fazia o itinerário Ponta Porã/Campo Grande. Na conversa, os policiais notaram o nervosismo dela.

Com a suspeita de que pudesse estar transportando algo de irregular, a mala dela foi vistoriada e encontrados 134 medicamentos emagrecedores, sendo tirzepatida 15 mg (Lipoless, Tizerc, T.G e Tirzec) e mais duas ampolas de GHK-CU, usado para estética.

A PRF explicou que esses medicamentos têm a comercialização proibida no Brasil, conforme resoluções da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Questionada, ela confessou que receberia R$ 100 por caixa de um homem, em Campo Grande.

Ainda na sua fala, detalhou ser estudante medicina em Pedro Juan Caballero (PT) e aceitou o serviço por ter mensalidades atrasadas, bem como o custo da rematrícula. Ela acabou presa em flagrante pelo contrabando e levada à Delegacia da Polícia Federal de Dourados.

Esquema de transporte

No depoimento, a contrabandista revelou que foi procurada por um paraguaio, ambulante, no dia 22 de dezembro, no centro de Pedro Juan, que propôs o serviço. Os dois combinaram a retirada no dia 3 de janeiro, por volta das 14h.

No dia, um desconhecido a procurou e entregou a sacola com os medicamentos nas proximidades do Shopping West Garden. Ainda na sua versão, não conferiu a quantidade de caixas, colocando tudo na mala e seguindo para Ponta Porã, onde pegou a van.

O MPF (Ministério Público Federal) manifestou-se pela homologação do auto de prisão em flagrante e pela concessão de liberdade provisória mediante fiança, entendendo que não havia risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal.

Dessa forma, foram fixadas medidas cautelares, incluindo comparecimento periódico em juízo, fornecimento de telefone de contato e comunicação prévia em caso de ausência superior a dez dias da comarca.

Após passar por audiência de custódia, a estudante teve a liberdade provisória concedida mediante pagamento de fiança no valor de dois salários mínimos, totalizando R$ 3.242,00.