Estuprada desde os 14 anos, jovem é resgatada pela PM após apanhar do marido

433
Casa da Mulher Brasileira (Foto: PMCG)

Mais um caso absurdo de cárcere privado e estupro foi revelado em Campo Grande nesta semana. A nova vítima, de 18 anos, procurou a polícia na noite de ontem (1º), após levar o soco do companheiro, de 50 anos. O caso está sendo investigado na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e a jovem foi acolhida juntamente com os seus dois filhos pequenos.

De acordo com o boletim de ocorrência, uma equipe da Polícia Militar foi acionada para um caso de violência doméstica em uma casa do bairro Jardim Canguru, em Campo Grande. No local, encontrou a irmã da vítima, que reside em Terenos, e a própria vítima com ferimento no rosto. As duas denunciaram o agressor, que não foi encontrado e está sendo procurado desde então.

A jovem relatou que foi agredida pelo marido após uma discussão por motivos não revelados. Disse que não podia sair de casa e que era mantida em cárcere privado com agressões constantes, inclusive nos dois filhos pequenos que o casal tem, de dois e três anos. O homem fazia uso do seu cartão de auxilio assistencial, fazendo uso do seu dinheiro.

Sobre a relação, a vítima explicou que reside com ele há três anos, quando o primeiro filho nasceu. Antes, a própria mãe a usava para ganhar dinheiro como uma espécie de prostíbulo, sendo forçada a ter relações sexuais com homens diversos desde que tinha apenas 14 anos. Em uma dessas, ficou grávida e foi forçada, pela mãe, a ir morar com o pai do filho, com quem teve um segundo filho depois.

Segundo a jovem, sua mãe sofre com problemas psiquiátricos, porém, se recusa fazer tratamento adequado e se tornou uma alcoolatra, por isso, passou a prostituir a filha para poder comprar bebida em bares da cidade. Quando a gravidez foi descoberta, a mãe da vítima procurou a polícia e fez um boletim de ocorrência por estupro de vulnerável e vinha sendo investigado desde então.

Na DEAM, a jovem pediu medidas protetivas contra o marido e foi abrigada pela Casa da Mulher Brasileira em um local seguro e de endereço não divulgado, onde terá toda a assistência social necessária para os filhos e ela.