Ex-comandante da PM de Dourados é absolvido da acusação de envolvimento com a máfia do cigarro

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Na tarde dessa segunda-feira (9) foi julgado o processo que acusava vários oficiais da Polícia Militar de envolvimento com a máfia do cigarro, inclusive o ex-comandante da PM de Dourados, tenente coronel Carlos da Silva. Outros dois oficiais presos na mesma operação do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), também foram absolvidos.

A operação denominada “Avalanche”, desmembramento da Operação Oiketikus, iniciada em maio de 2018 para desmontar o esquema envolvendo policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul com as quadrilhas que comandam o contrabando de cigarro paraguaio na Linha Internacional, foi desencadeada pelo Gaeco, em maio do ano passado, onde cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juízo da Auditoria Militar de Mato Grosso do Sul.

Na ação, sete oficiais da PM foram presos. Entre os policiais militares presos, estava o tenente coronel Carlos Silva. Ele ficou preso por mais de 150 dias no Presídio Militar Estadual.

Os advogados de defesa, João Arnar Ribeiro, Neli Bernardo de Souza e Leonardo Alcântara Ribeiro, concentraram esforços no sentido de angariar provas e demonstrar a inocência do Oficial, que teve seu julgamento na tarde de ontem (9), sendo inocentado das acusações do Ministério Público com o placar de cinco votos a zero, emitido pelo Conselho Especial de Sentença.

A defesa disse ainda que ficou límpido e transparente a não participação do cliente na máfia dos cigarros, inclusive destacando que o juiz titular da vara da Auditoria Militar Estadual, Alexandre Antunes, considerado muito técnico, ético e rígido nesses tipos de denúncias que envolvem policiais militares, votou pela absolvição do Oficial.

A tropa de Dourados, em especial do 3º Batalhão da PM, unidade que Carlos Silva comandou por aproximadamente quatro anos, recebeu com muita alegria a notícia da absolvição de seu ex-comandante.

Além do tenente coronel Carlos Silva, foram absolvidos o coronel Kleber Haddad Lane, ex-diretor do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e ex-superintendente de Segurança Pública e o tenente coronel Josafá Pereira Dominoni, ex-comandante da 5ª Companhia da PM de Campo Grande, pelo placar de 5 x 0 e 4 x 1, respectivamente.