Ex-marido confessa que usou desodorante e isqueiro para matar Ereni Benites carbonizada

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Foto: Redes Sociais

O homem de 52 anos preso em flagrante pelo feminicídio de Ereni Benites, de 44 anos, ocorrido entre a noite de sábado (07) e a madrugada de domingo (08), Dia Internacional da Mulher, em uma aldeia na cidade de Paranhos, confessou a autoria em depoimento e detalhou que utilizou um desodorante aerossol juntamente com um isqueiro para atear fogo na residência e carbonizar a vítima.

A atualização do caso foi apresentada nessa terça-feira (10) pela Delegacia de Paranhos. Segundo consta, logo após ser acionada para a ocorrência, foram colhidos diversos depoimentos e reunidos indícios que apontavam para a possível participação do ex-companheiro da vítima.

Foi feita a reconstrução preliminar da dinâmica dos fatos, indicando que a vítima havia deixado o local onde estava ingerindo bebidas alcoólicas e se deslocado até sua residência para dormir. Diante das provas e das contradições apresentadas ao longo dos depoimentos, o autor foi novamente ouvido pelas autoridades policiais.

Confrontado com os elementos já reunidos na investigação e não vislumbrando possibilidade de sustentar versão diversa dos fatos, o indivíduo acabou confessando. Diante disso, foram feitas novas diligências, sendo encontrados os instrumentos do crime: um isqueiro e um frasco de desodorante aerossol.

O feminicida passou pela audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça e será transferido para um presídio estadual, onde aguardará pelo julgamento do caso. Ereni foi a sétima vítima de feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul e a terceira somente no mês de março.

O caso

O registro indica que, por volta da 1h do dia 08, a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil atenderam uma ocorrência de incêndio numa casa situada na aldeia, com a suspeita de que pudesse ter uma pessoa morta no interior.

Durante as buscas pelos destroços e combate às chamas, os militares e a perícia identificaram os restos mortais da moradora e passaram a apurar as circunstâncias do caso, com possibilidade de se tratar de um feminicídio.

Em conversa com testemunhas, foi dito que horas antes do incêndio a vítima e o ex-marido participaram de uma confraternização com familiares e conhecidos nas proximidades, mesmo o casal estando separado há quatro anos, ainda mantinham conversas.

Os parentes afirmaram aos investigadores que o autor sempre demonstrou interesse em retomar o relacionamento, mas a vítima não aceitava. No sábado (07), na confraternização, o homem teria demonstrado emoções intensas ao estar perto dela.

Em determinado momento, Ereni saiu sozinha do local e, cerca de 20 minutos depois, ocorreu o incêndio na residência. As testemunhas notaram que o homem não estava mais na aldeia, sendo colocado como suspeito pelo crime.

A investigação detalhou que o autor celebrou o incêndio que matou a ex-companheira, porém, não teria confessado o crime até então, apesar disso, foi preso na tarde de domingo.