Ex-ministro Raul Jungmann morre aos 73 anos em Brasília após luta contra câncer

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O ex-ministro Raul Jungmann durante o Seminário Internacional Fake News e Eleições, promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - (Foto: Agência Brasil)

Pernambucano comandou quatro pastas federais e presidiu o IBRAM; deixa legado de ética e diálogo

O ex-ministro Raul Jungmann, que comandou quatro pastas federais ao longo da carreira, morreu neste domingo (18), em Brasília, aos 73 anos, em decorrência de um câncer no pâncreas. A informação foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), do qual ele era diretor-presidente desde 2022. Jungmann deixa dois filhos e uma neta; o velório será restrito a familiares e amigos.

Jungmann iniciou o tratamento contra a doença em novembro de 2025, sendo internado por diversas vezes até sua morte. O ex-ministro se destacou no cenário político nacional, ocupando cargos de grande relevância, como os ministérios do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias no governo Fernando Henrique Cardoso, e os ministérios da Defesa e da Segurança Pública no governo Michel Temer, sendo o primeiro a chefiar a pasta da Segurança Pública em 2018.

Durante a gestão de Michel Temer, ele coordenou operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaram a atuação das Forças Armadas em estados com crises de segurança pública. Além disso, Jungmann presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e foi deputado federal por Pernambuco em diferentes mandatos, atuando em frentes como a CPI dos Sanguessugas e a Frente Brasil Sem Armas.

Pernambucano, militou no antigo PCB e teve passagem por MDB, PPS e PMDB ao longo da carreira. Apesar de já ter enfrentado investigações sobre supostos desvios em licitações e contratos de publicidade no Ministério do Desenvolvimento Agrário, os casos foram arquivados pela Justiça Federal.

À frente do IBRAM, Jungmann reforçou o protagonismo institucional do setor mineral, pautado por princípios ESG (Ambiental, Social e Governança), defendendo a mineração sustentável e estratégica para o país. Em nota, a instituição destacou sua “competência, visão estratégica, capacidade de articulação e legado de diálogo e ética”, lembrando a contribuição do ex-ministro para o Brasil e para o setor mineral.

O velório e a cremação ocorrerão em cerimônia privada, conforme desejo da família, em Brasília.