09/03/2020 08h35
Por: Jéssica Honório
Neste domingo (08), data em que se comemora o “Dia Internacional da Mulher”, familiares e amigos de Maxelline Santos, 28 anos, que foi assassinada no ultimo dia 29, fizeram um protesto em frente a “Casa da Mulher Brasileira” . As pessoas tambeém fizeram uma passeata no mirante do Aeroporto Internacional de Campo Grande,em busca de Justiça e um olhar mais resolutivo para as mulheres que são vítimas de violência.
A mãe da vitíma, Marisa Rodrigues, relata que a filha em outro momento já havia pedido proteção.”Ela procurou a delegacia, fez tudo certinho, achei que ela sairia protegida daqui. Hoje não tenho o que comemorar, nada trará minha filha de volta. Estou aqui para que outras ‘Maxellines’ não se vão também, que a lei funcione, porque para a minha filha não funcionou”, conta Marisa.
A jovem foi assassinada no dia 29 de fevereiro, pelo ex-namorado, onde o autor também baleou uma amiga, que foi sobrevivente , e o esposo da amiga que veio a óbito a caminho do hospital. O guarda municipal de 35 anos, foi preso na última sexta-feira (06), contou sobre o dia do crime e afirmou que não tinha a intenção de matar Maxelline, nem os amigos, que não foi nada pensado, foi um momento de descontrole.
Uma vida tirada de forma cruel, que aumenta os números de casos de feminicídio em Mato Grosso do Sul e revolta a população. Seis mulheres já foram mortas pelos seus ex ou atuais companheiros no estado em apenas dois meses de 2020. “É um protesto de alerta para o número de feminicídios no estado e também pedimos Justiça para Maxelline e Steferson”, afirmou Vitor Areco, 27 anos, professor e amigo dos jovens assassinados.




















