Federação estuda vinda de jogos do paulistão para MS

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Federação Paulista de Futebol (Foto: Reprodução/Instagram)

‘Se tiver que jogar em outro estado, vamos jogar’, diz presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos.

Após o governo de São Paulo proibir a realização de práticas esportivas coletivas no estado, e consequentemente a paralisação do futebol, a Federação Paulista de Futebol (FPF) busca uma solução para realizar os jogos do Paulistão.

A medida restritiva começa a valer a partir desta segunda-feira e segue até o dia 30 de março, impacta três rodadas do Paulista (a quinta, a sexta e a sétima), o confronto São Bento x Palmeiras, pela terceira rodada, além de dois jogos da primeira fase da Copa do Brasil, Marília x Criciúma e Mirassol x Red Bull Bragantino – é provável que essas duas partidas sejam disputadas em outros estados.

Uma reunião está marcada para esta segunda às 9 horas, entre a Federação, representantes do governo de São Paulo e do Ministério Público, que apoia a suspensão, para definir os destinos dos jogos. A expectativa da Federação Paulista é reverter a decisão do governo a tempo de realizar as partidas previstas para o período em seus locais originais.

O presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, garantiu que caso o Paulistão tenha que “se mudar” em razão da pandemia, nenhum clube ficará para trás. “Nenhum clube vai deixar de se locomover por falta de dinheiro. A gente decide com eles e vamos trabalhar para que cumpram seus contratos. O futebol de São Paulo é o mais forte do país, estamos no estado mais forte do país e vamos cumprir com a obrigação”, frisou.

De acordo com a Federação Paulista, a primeira opção estudada foi transferir as partidas para o Rio de Janeiro, no entanto o pedido foi negado, mas as Federações de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais se ofereceram para receber jogos do Paulistão. Mas a “exportação” do Campeonato Paulista é tratada como com uma “situação extrema” por causa dos altos custos e das dificuldades logísticas.

Em nota, a Federação Paulista de Futebol, por meio de seu comitê médico manifestou contrariedade à recomendação de paralisação dos jogos de futebol no Estado de São Paulo e defendeu a continuidade do campeonato, sob alegação de que não existem indícios de que os jogos de futebol sejam lugares que sugerem qualquer tipo de contaminação.

Confira trecho da nota:

“- Lembramos que há um ano o futebol de São Paulo, de forma consciente, paralisou suas atividades antes mesmo do início do período de quarentena imposto pelo Governo do Estado de São Paulo. Desde então, a FPF e os clubes têm seguido todas as recomendações científicas e médicas, prezando pela saúde de todos, utilizando, inclusive, o esporte como plataforma de educação e orientação aos torcedores com informações referentes à prevenção e combate à COVID-19;

– A FPF e os clubes reiteram que o rigoroso Protocolo de Saúde da competição, aprovado e elogiado pelo Ministério Público e pelo Centro de Contingência do Coronavírus, oferece aos profissionais do futebol e a todos os funcionários dos clubes um nível de controle não encontrado em qualquer outra atividade econômica, com testagens seriadas e acompanhamento médico diário. Desde o reinício dos jogos no ano passado, foram mais de 35 mil testes realizados por árbitros, atletas, profissionais e funcionários dos clubes de São Paulo;”

São Paulo vive o momento mais crítico da pandemia, com recordes nos números diários de novos casos e mortes. Segundo dados do governo, foram registrados 440 óbitos na última quinta-feira (11), quando foi anunciado as medidas de restrições. A ocupação de leitos de UTI está em 86,7% no estado.