Publicado em 02/04/2017 08h25
Feira nacional dá visibilidade a produtos de artesãos de 17 estados em Brasília
Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul participa 9º Salão do Artesanato de Brasília.
Da redação
Cerca de 1500 artesãos de 17 estados expõem seus trabalhos no 9ª Salão do Artesanato, sediado em Brasília. A feira começou na quarta-feira (29) e representa um ganho para as vendas de artesãos. O Mato Grosso do Sul esta com estande, onde 33 artistas representam o estado.
Segundo a organização do evento, o principal objetivo é justamente dar visibilidade ao trabalho dos artistas. “O maior desafio do artesão é exatamente ter a vitrine pra expor. É um trabalho que geralmente é feito dentro de casa, por famílias ou em comunidades, tem vários grupos, associações de artesão, ribeirinhas e tudo o mais. E a grande dificuldade deles é sempre essa, quando eu deixo meu produto exposto numa vitrine? Como que eu chego no comprador?”, diz Leda Alves, diretora da empresa promotora do evento.
Os organizadores esperam que a feira, realizada em cinco dias, movimente pelo menos R$ 3 milhões, valor alcançado na última edição. “A gente não quis fazer uma projeção maior, porque entendemos que o momento atual é de crise [econômica]”, explica Leda.
O Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), vinculado à Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, do governo federal, apoia a realização da feira em Brasília. As edições de São Paulo, Belo Horizonte e Recife também recebem anualmente o apoio federal. Como outras medidas para incrementar o setor de artesanato, o governo estuda ampliar o acesso ao crédito e à qualificação para os profissionais, por meio de um plano que está em elaboração.
Valor imaterial
Alagoas é o estado homenageado deste ano pelo Salão. E quem expõe a diversidade dos produtos alagoanos no estande de destaque da festa é Vânia Oliveira, que trabalha há 35 anos como artesã. Otimista, Vânia não acredita que o setor seja afetado pela crise e ressalta que o verdadeiro valor da arte criada pelas mãos é o sentimento do artesão.
“Quando você compra um artesanato, você não está comprando apenas aquela peça, você está comprando um pouquinho do carinho, do amor que o artesão coloca naquele trabalho. Isso é o valor imaterial, o valor sentimental, porque toda peça dessa é feita com muito carinho, com muita dedicação. O financeiro é bom, mas o amor que a gente tem pela arte que a gente faz é ainda maior”, declara Vânia.
Além das tradicionais fibras de bananeira de Maragogi e das esculturas de Boca da Mata, o estande alagoano destaca produtos criados por detentas, que veem no artesanato uma possibilidade de ressocialização. “Este ano a gente trouxe uma novidade, a Fábrica de Esperança, com as mulheres da Penitenciária Feminina de Alagoas, é um trabalho que o governo do estado vem fazendo pra gerar renda e mostrar a elas a grande oportunidade que elas vão ter quando sair de lá. Elas já saem de lá com a carteirinha do artesão, com uma profissão”, afirma Vânia.
Mato Grosso do Sul
A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul levou 33 artistas, dentre eles Andrea Pereira Lacet Rocha e Cláudia Cristina Benites Veiga Castelão, na categoria individual. Já na categoria Entidades Representativas do Artesanato foram 16 artesãos do PROART-MS e outros 15 participantes da UNEART. Eles expuseram em um estande de 55m².




















