13/10/2016 10h30
Festa de medicina insinua estupro em RO, diz MPF
Para o órgão, o nome da festa tem duplo sentido
Notícias ao Minuto
O Ministério Público Federal (MPF) e mais quatro instituições de Rondônia recomendaram que uma casa noturna de Porto Velho não divulgue ou realize uma festa marcada para a noite desta quarta-feira (12).
O evento foi intitulado como “Dopamina” e isto fere a dignidade das mulheres, pois o termo “dopar” e “mina” insinuam ou podem insinuar que as jovens da festa devem ser drogadas, dopadas e alcoolizadas ou estupradas, segundo MPF. De acordo com o G1, vários folders com a festa Dopamina foram entregues convidando o público para o evento dos estudantes de medicina.
Para o MPF, os autores acrescentam que a cultura do estupro tem vários traços, como objetificação sexual, trivialização do estupro e recusa de reconhecer o dano causado por algumas formas de violência sexual.
No folder do evento foi colocado ‘dopa’ e ‘mina’ com cores diferentes, o que para o procurador Raphael Bevilaqua explicita o duplo sentido.A recomendação para que a casa noturna de Porto Velho troque o nome da festa foi feita após o MPF receber o folder de divulgação.
A Defensoria Pública da União, Conselho Estadual de Direitos Humanos de Rondônia, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Defensoria Pública do Estado de Rondônia (DE-RO) também assinaram o documento pedindo que o estabelecimento não promova o evento com o nome.
A direção da casa noturna disse que o evento estava sendo organizado por uma Atlética de Medicina e que, ao receber os documentos do órgão federal, acatou a recomendação e de imediato trocou o nome da festa.Além disso, a casa noturna terá que disponibilizar canais ou mensagens para denúncias de abusos ou violência contra a mulher.




















