Bebês e pequenos são mais vulneráveis e precisam de prevenção reforçada durante o inverno
Com a queda das temperaturas e a aproximação dos dias mais frios, cresce também a preocupação com a saúde infantil. O período é marcado pelo aumento da circulação de vírus respiratórios, o que exige atenção redobrada das famílias, principalmente com bebês e crianças pequenas, considerados mais vulneráveis a complicações.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) alerta que medidas simples do dia a dia podem reduzir significativamente o risco de adoecimento. Segundo a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da pasta, Lívia Maziero, a prevenção precisa fazer parte da rotina familiar durante os meses de frio.
De acordo com a especialista, o sistema imunológico das crianças ainda está em desenvolvimento, o que aumenta a suscetibilidade a infecções. Por isso, evitar aglomerações, manter a vacinação atualizada e reforçar hábitos de higiene são atitudes fundamentais para prevenir quadros respiratórios e reduzir o risco de evolução para casos mais graves.
Entre as principais recomendações está evitar ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como centros comerciais e espaços de lazer muito movimentados. A orientação também é que crianças com sintomas gripais não frequentem escolas ou creches, tanto para garantir o repouso necessário quanto para evitar a transmissão da doença a outras crianças.
Dentro de casa, os cuidados devem continuar. Caso algum familiar apresente sintomas como tosse, coriza ou febre, o uso de máscara e a higienização frequente das mãos antes do contato com a criança são medidas importantes. Manter os ambientes ventilados e limpos também ajuda a diminuir a presença de vírus no ambiente doméstico.
A vacinação segue como uma das principais formas de proteção neste período. A SES recomenda que toda a família mantenha o calendário vacinal em dia, com atenção especial às crianças entre 6 meses e 5 anos, público prioritário para a imunização contra a gripe.
Além das medidas preventivas, hábitos saudáveis contribuem para fortalecer a imunidade. O aleitamento materno, especialmente nos primeiros meses de vida, e uma alimentação equilibrada ao longo da infância ajudam o organismo a enfrentar infecções comuns durante o inverno.
Outras práticas simples também podem auxiliar na prevenção e no alívio de sintomas, como a higienização nasal com soro fisiológico e a não exposição das crianças à fumaça de cigarro, fator que pode agravar problemas respiratórios.
A Secretaria orienta ainda que pais e responsáveis fiquem atentos a sinais de alerta, como chiado no peito, febre persistente e tosse intensa. Nesses casos, a recomendação é procurar avaliação médica. Para sintomas leves, o atendimento pode ser realizado na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima.
Segundo a SES, informação e cuidados cotidianos são aliados importantes para atravessar o período mais frio com segurança, garantindo mais proteção e bem-estar para as crianças e toda a família.




















