07/11/2014 18h44
Gasolina já é vendida ao preço de R$ 3,39 em Dourados
Dourados News
Após o anúncio do aumento de 5% do diesel e 3% no preço da gasolina feito pela Petrobrás na noite de quinta-feira (6), alguns postos de combustíveis de Dourados já reajustaram os valores.
Nos estabelecimentos da região central, a gasolina comum já é encontrada a R$ 3,39. Segundo pesquisa feita pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) na semana passada, o valor médio do combustível no município era de R$ 3,26, no http://www.anp.gov.br/preco/prc/resumo_por_municipio_index.asp você vê a lista completa.
Apesar do aumento anunciado já praticado, boa parte dos postos continuam comercializando o derivado do petróleo ao preço antigo e o consumidor começará a sentir a alta a partir da próxima semana, com a chegada da nova remessa.
O AUMENTO
A Petrobras anunciou na quinta-feira (6) o aumento de 3% no preço da gasolina e de 5% no diesel. A diretoria da estatal vinha pressionando o governo por um reajuste dos preços dos combustíveis. Em geral, a Petrobras compra combustíveis no exterior e revende-os no Brasil por um preço mais baixo, controlado pelo governo, sócio majoritário da empresa. O governo faz isso na tentativa de conter a inflação no país, mas essa diferença afeta as contas da estatal.
Apenas nas últimas semanas, com a forte queda no preço do petróleo no mercado internacional, a estatal passou a importar e vender o combustível sem prejuízo.
Ainda assim, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tinha dito que a gasolina poderia subir no Brasil. Nos últimos meses, o ministro afirmou repetidas vezes que um reajuste de preço deveria acontecer neste ano.
O último ajuste de preço dos combustíveis foi em 30 de novembro do ano passado, quando a Petrobras anunciou aumento médio de 4% na gasolina e de 8% no diesel, nas refinarias (nas bombas, diretamente para o consumidor, o reajuste podia ser outro).
Na época, especialistas calcularam que a alta da gasolina ao consumidor final seria de cerca de 3%. Em outubro do ano passado, a Petrobras tinha pedido ao seu Conselho de Administração uma nova política de preços, que previa reajustes automáticos e periódicos de combustíveis, conforme a necessidade de alinhamento com os valores praticados no mercado internacional.
A fórmula desagradou a presidente Dilma Rousseff porque poderia aumentar a inflação e criar um mecanismo indesejável de indexação (aumentos automáticos sempre que uma determinada situação é atingida). A indexação foi um dos problemas para o país controlar a hiperinflação que existia até os anos 1990.
Analistas criticaram a decisão, dizendo que a falta de clareza sobre os critérios mantém incertezas para o mercado, em um momento em que a empresa enfrenta defasagem dos preços domésticos na comparação com os internacionais.





















