Uma organização composta por seis pessoas foi indiciada pelos crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa pela prática do golpe do falso advogado. Segundo a apuração, entre os envolvidos no esquema estão detentos do Presídio Estadual de Dourados (PED), que realizavam a comunicação com as vítimas mesmo em suas celas.
O caso foi investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (DECOR). O esquema consiste no contato com a vítima por meio de aplicativos, onde os autores se passavam pelo advogado responsável por um processo judicial real.
Com o nome e a foto do verdadeiro profissional, convencem a vítima de que há obrigações financeiras urgentes a cumprir para a conclusão do processo. No caso investigado, a vítima — uma pessoa idosa — foi levada a realizar transferências para contas controladas pelo grupo criminoso. Os autores chegaram a tentar obter um segundo repasse de valor ainda maior, sendo frustrados quando a fraude foi descoberta.
Parte das comunicações era realizada de dentro do estabelecimento prisional de Dourados. As investigações também revelaram a participação de uma advogada regularmente inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil, que teria atuado como elo central na dissimulação da origem ilícita dos valores obtidos com a fraude.




















