Defensoria Pública faz alerta sobre fraudes ligadas ao Desenrola Brasil

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Golpes usam redes sociais e aplicativos para simular acordos do Desenrola Brasil (Foto: Divulgação)

Órgão afirma que não intermedeia acordos financeiros nem envia links de pagamento

O início das renegociações do programa Desenrola Brasil já acendeu um alerta em Mato Grosso do Sul: golpistas passaram a usar o nome da Defensoria Pública para tentar aplicar fraudes em consumidores endividados. Diante do aumento de relatos, o órgão precisou divulgar um aviso oficial esclarecendo que não participa de acordos financeiros nem envia links de pagamento relacionados ao programa federal.

O alerta foi emitido pelo Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, por meio do Nuccon (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos do Consumidor e Demais Matérias Cíveis Residuais).

Segundo a instituição, criminosos têm utilizado mensagens em redes sociais, aplicativos e páginas na internet para oferecer falsas renegociações de dívidas, prometendo descontos elevados, redução imediata de juros e até devolução de valores pagos em contratos bancários.

De acordo com a coordenadora do núcleo, a defensora pública Claudia Bossay Assumpção Fassa, os consumidores precisam redobrar a atenção principalmente em propostas ligadas ao chamado “Desenrola 2” e outros programas de renegociação financeira.

“Nem a Defensoria Pública, nem o Nuccon, assessores ou servidores participam dessas renegociações. Também não enviamos links para pagamento”, reforçou a defensora.

Segundo o órgão, as negociações do programa devem ser realizadas diretamente entre o consumidor e a instituição financeira credora, sem qualquer intermediação da Defensoria Pública.

Em muitos casos, os golpistas convencem as vítimas a fazer depósitos antecipados sob a promessa de liberação de benefícios financeiros ou descontos especiais. Depois do pagamento, os criminosos interrompem o contato e desaparecem.

Além do prejuízo financeiro, a Defensoria alerta para os impactos emocionais provocados pelas fraudes, especialmente entre pessoas em situação de vulnerabilidade e já afetadas pelo endividamento.

Como evitar golpes

O Nuccon orienta que consumidores desconfiem de propostas consideradas fáceis demais, principalmente quando houver:

  • cobrança antecipada de valores;
  • envio de links desconhecidos;
  • pedidos de dados pessoais ou bancários por canais não oficiais;
  • promessas de redução imediata da dívida ou vantagens garantidas.

A recomendação é que qualquer dúvida seja esclarecida diretamente nos canais oficiais dos bancos, financeiras ou órgãos de defesa do consumidor.

A Defensoria Pública informou ainda que consumidores que suspeitarem de fraude podem procurar atendimento para orientação, análise de contratos e encaminhamento das medidas cabíveis.

Segundo a instituição, informação e prevenção continuam sendo as principais formas de evitar novos golpes e proteger os direitos dos consumidores.