Governo deve definir novo chefe da Polícia Civil nesta segunda-feira

354
(Foto: Saul Schramm)

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) deve definir novo nome para Delegado-geral da Polícia Civil, após a saída de Adriano Garcia Geraldo da chefia da Instituição, na última sexta-feira (18). A vacância do cargo veio a ocorrer depois que o delegado se envolveu na noite de quarta-feira (16) em uma briga de trânsito, em que ele acabou estourando à tiros três pneus do carro de uma jovem de 24 anos em uma das principais avenidas de Campo Grande.

O desligamento do cargo de delegado-geral se deu por uma carta enviada ao Governo do Estado, onde alegou motivos pessoais e familiares para deixar o comando da Instituição.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, deve se reunir na manhã de hoje para tratar do assunto e escolha de novo nome para gestão da Polícia Civil. O delegado-adjunto será o delegado Márcio Custódio, corregedor da Instituição.

Informações extra-oficiais apontam que será escolhido para o cargo, o delgado Roberto Gurgel de Oliveira Filho, atual diretor da Academia de Polícia Civil do Mato Grosso do Sul (Acadepol-MS)

Enquanto isso, Rozeman Geise Rodrigues de Paula, adjunta de Adriano Garcia no comando da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, ficará a frente do cargo até decisão do governo do estado.

O caso

Na noite de quarta-feira (16), na Avenida Mato Grosso, em Campo Grande, o delegado-geral de MS perseguiu uma jovem de 24 anos, no trânsito, depois de se irritar com o carro dela, cujo motor apagou em um sinaleiro.

Segundo Adriano Garcia, ele se identificou como policial através dos sinais luminosos e sonoros do veículo, solicitando que a jovem parasse o carro, mas ela não obedeceu e fugiu fazendo ‘manobras perigosas’. 

Em note encaminhada à imprensa e publicada no site da polícia, o delegado então perseguiu a jovem e colocou o veículo que estava conduzindo na frente do carro da jovem, forçando a motorista a parar.

Antes do fim do encalço, contudo, Adriano furou três pneus do carro da jovem, com disparos de armas.

A jovem disse que se assustou com os tiros e a perseguição, afinal, ela “jamais” pensou em se tratar de policial, que conduzia um carro descaracterizado.