
Cerca de 50 pacientes passam por colonoscopia no próximo domingo durante campanha Março Azul
Pacientes com exames já agendados voltam ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande, no próximo domingo (29), para mais uma etapa do mutirão de colonoscopias promovido pela unidade. A ação integra a campanha Março Azul, dedicada à prevenção do câncer de intestino, e busca acelerar diagnósticos e ampliar o acesso ao exame considerado fundamental para detectar a doença precocemente.
Este será o segundo mutirão realizado pelo hospital em março. A primeira edição ocorreu no último dia 15 e deu início à estratégia de atendimento concentrado. Nesta nova etapa, cerca de 50 pacientes selecionados pelo ambulatório do HRMS serão atendidos ao longo do dia.
A colonoscopia é considerada o principal exame para prevenção e diagnóstico precoce do câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino. A doença é atualmente a terceira mais letal no Brasil e deve apresentar aumento no número de casos entre homens e mulheres até 2030, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
De acordo com o médico endoscopista e chefe do Serviço de Endoscopia do HRMS, Fernão Magalhães, um dos desafios da doença é justamente a evolução silenciosa, já que muitos pacientes não apresentam sintomas nas fases iniciais.
“Se o paciente tem familiares próximos que têm ou tiveram esse tipo de câncer, a recomendação é começar o acompanhamento antes da idade normalmente indicada, em torno dos 40 a 45 anos, justamente para aumentar as chances de detectar alterações precoces”, explica o especialista.
Segundo a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), o câncer de intestino provoca cerca de 20 mil mortes por ano no país e registra mais de 50 mil novos casos anuais, atingindo principalmente pessoas a partir dos 45 anos.
O mutirão faz parte das ações do Março Azul, campanha nacional voltada à conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A expectativa do hospital é reduzir filas de exames e identificar possíveis alterações ainda em estágio inicial, quando as chances de tratamento e cura são maiores.



















