Iniciativa cobra medidas da prefeitura e aponta descumprimentos contratuais no transporte público
Começa com um número que cresce fora da tela do celular. A petição que pede a intervenção nos serviços do Consórcio Guaicurus e o rompimento do contrato do transporte coletivo de Campo Grande ultrapassou 10,4 mil assinaturas e inicia 2026 como um dos principais termômetros da insatisfação popular com o sistema de ônibus da Capital.
O documento foi idealizado pelo vereador Maicon Nogueira (PP) e ganhou força em pouco mais de três meses, período em que milhares de moradores aderiram à mobilização. A proposta é pressionar o poder público diante das reclamações recorrentes sobre atrasos, superlotação e condições dos veículos.
Além da coleta virtual, equipes do gabinete percorreram diferentes regiões da cidade para recolher assinaturas presencialmente. O vereador esteve em terminais de ônibus, vias de grande circulação e universidades, onde conversou com usuários e ouviu relatos sobre a precariedade do serviço.
Quem quiser apoiar a iniciativa pode assinar a petição diretamente pelo celular. Basta acessar este link, preencher informações como nome completo, telefone e CPF, e confirmar o apoio. O link de acesso está disponível na plataforma digital da mobilização.
Descumprimentos contratuais
No texto da petição, Maicon Nogueira aponta o que chama de “inúmeras e reiteradas falhas na prestação dos serviços” por parte do Consórcio Guaicurus. O vereador defende que a Prefeitura de Campo Grande adote medidas mais rigorosas, incluindo a intervenção no contrato de concessão.
O transporte coletivo da Capital já foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal. Entre os problemas identificados pela comissão estão a manutenção de uma frota envelhecida fora dos padrões previstos em contrato, ausência de seguro obrigatório, falhas na manutenção preventiva, deficiência na acessibilidade dos veículos e precariedade operacional.
Segundo o relatório da CPI, também são recorrentes os registros de atrasos, quebras de ônibus e superlotação, fatores que impactam diretamente a rotina de quem depende do transporte público.
A petição destaca ainda que as irregularidades ferem o contrato de concessão e a legislação vigente, além de comprometerem o direito de ir e vir da população campo-grandense, que utiliza o transporte coletivo para trabalhar, estudar e acessar serviços básicos na cidade.











