Internas do Presídio Feminino da Capital tentam motim, mas são contidas pelo Cope

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Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi (Foto: Reprodução/Arquivo)

Pelo menos 58 detentas tentaram provocar uma rebelião no Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, localizado no bairro Coronel Antonino, em Campo Grande, durante a tarde da sexta-feira (27). Um boletim de ocorrência foi registrado sobre os fatos por duas agentes penitenciárias agredidas por uma das internas.

Conforme consta, uma detenta conseguiu abrir a cela em que estava e tomou conta do corredor, ocasião em que houve o confronto com policiais penais. Para controlar o tumulto, foi preciso o reforço na segurança pelo Cope (Comando de Operações Penitenciárias), que chegou a efetuar disparos de balas de borracha e até mesmo uso de spray de pimenta.

Interna tentou incentivar outras

A situação aconteceu por volta de 15h30, quando uma interna passou a xingar as agentes e fazer ameaças de morte, dizendo: “Vocês vão morrer secas e esturricadas; minha cadeia não vai durar para sempre; vou ensinar essas presas como se tira uma cadeia e a pararem de respeitar essas infelizes”, conforme relato no boletim de ocorrência.

Na sequência, a detenta passou a chutar a porta da cela, momento em que incentivou outras 58 internas para provocar uma rebelião. Em seguida, essa mesma interna conseguiu abrir o ferrolho que trancava a cela e saiu para o corredor. Logo, presas que ocupavam outras celas também começaram a chutar as portas, mas não conseguiram destrancá-las.

Foram ministradas ordens para que elas parassem com a algazarra, mas nenhuma foi atendida. Ainda como parte da rebelião, as internas teriam tirado suas roupas, trajando apenas short curto e top. Diante da situação, foi acionado o reforço do Cope. A detenta que estava solta no corredor não atendeu ao pedido de retorno para a cela, sendo necessário o uso da força bruta.

No confronto, ela investiu contra a equipe, mas foi contida com equipamentos não letais, como spray de pimenta e bala de borracha. Após a prisão, foi mantida em isolamento e teria passado a se debater contra a parede, sofrendo escoriações especialmente na cabeça. O registro dos fatos detalha ainda que providências administrativas já foram tomadas, como transferência e isolamento.