Declaração deve começar em 16 de março, mas calendário oficial ainda será confirmado
Antes mesmo da abertura oficial do prazo de entrega da declaração, milhões de brasileiros já precisam cumprir a primeira etapa do Imposto de Renda 2026: conferir e reunir os informes de rendimentos referentes ao ano-calendário 2025, documentos que começaram a ser disponibilizados pelas fontes pagadoras e são indispensáveis para o acerto de contas com a Receita Federal.
Os comprovantes são fornecidos por empresas empregadoras, INSS, órgãos públicos, bancos, corretoras e instituições financeiras. O prazo legal para disponibilização terminou em 27 de fevereiro, e os contribuintes já podem acessar os documentos pelos canais digitais dessas instituições.
O informe de rendimentos reúne dados essenciais para o preenchimento da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026. A expectativa é que o período de envio das declarações comece em 16 de março e termine em 29 de maio, embora a Receita Federal ainda vá confirmar oficialmente o calendário e as regras deste ano.
Conferência evita problemas com o Fisco
Especialistas orientam que, mesmo com baixa incidência de erros, o contribuinte deve revisar cuidadosamente todas as informações antes de enviar a declaração.
Segundo Welinton Mota, diretor tributário da Confirp Contabilidade, os dados costumam ser confiáveis porque são gerados por sistemas integrados às obrigações fiscais, mas inconsistências podem gerar pendências.
“De modo geral, os informes são corretos, porém é fundamental conferir as informações antes do envio da declaração. Qualquer divergência pode causar problemas junto à Receita Federal”, afirma.
Entre os principais pontos que devem ser verificados estão:
- valores de rendimentos compatíveis com o que foi recebido no ano;
- imposto de renda retido na fonte corretamente informado;
- registro do 13º salário;
- contribuições ao INSS lançadas corretamente;
- dados de dependentes e demais informações pessoais.
Onde consultar o informe de rendimentos
O documento pode ser obtido por diferentes canais, dependendo da fonte pagadora.
No caso de trabalhadores com vínculo empregatício, o informe geralmente fica disponível no portal interno da empresa, pode ser solicitado ao setor de Recursos Humanos ou enviado automaticamente por e-mail.
Já bancos, corretoras e instituições financeiras costumam disponibilizar o arquivo nos aplicativos ou na área logada dos sites oficiais.
Outra alternativa é consultar diretamente o portal e-CAC da Receita Federal. Ao acessar com a conta Gov.br, o contribuinte pode verificar, na área “Declarações e Demonstrativos”, os dados enviados pelas fontes pagadoras e conferir se coincidem com os informes recebidos.
Também devem fornecer o documento:
- corretoras e plataformas de investimento;
- bancos digitais;
- administradoras de previdência privada;
- fundos de investimento.
No caso da previdência privada, por exemplo, o informe deve detalhar valores aplicados, resgates realizados e saldos existentes.
O que fazer se não recebeu o documento
Quem ainda não recebeu o informe deve entrar em contato diretamente com a empresa ou instituição responsável pelo pagamento dos rendimentos e solicitar o envio.
Especialistas alertam ainda para cuidados com golpes virtuais. Como muitos informes são enviados por meios digitais, é importante verificar se o e-mail é oficial e se o acesso ocorre em sites confiáveis.
“Muitas empresas utilizam ferramentas digitais para envio dos documentos, mas é preciso atenção. Antes de abrir arquivos ou clicar em links, confirme se a fonte é verdadeira”, orienta Welinton Mota.
Com a proximidade do início do prazo de entrega da declaração, a recomendação é reunir toda a documentação com antecedência para evitar erros, atrasos e possíveis pendências com o Fisco.




















