Irmãos de família tradicional e histórica de MS são investigados por aplicar o golpe do falso investimento

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Delegado Fernando Tedd em coletiva de imprensa, publicada pelo Diário do Rodrigo Lima (Foto: Reprodução)

Deflagrada nessa quarta-feira (28), a segunda fase da Operação Castelo de Cartas cumpriu dois mandados de busca e apreensão em condomínios do bairro Carandá Bosque, em Campo Grande, pertencentes a uma das famílias mais tradicionais e históricas de Mato Grosso do Sul, com empresas ligadas ao comércio de gás e comunicação. Os envolvidos fazem parte de um esquema para atrair empresários para compra de cotas de empresas de fachada.

Os investigados são dois irmãos, sendo que um tinha no seu desfavor um mandado de prisão em aberto e até o momento segue foragido. O outro foi detido para prestar esclarecimentos na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada (Depac-Cepol). Esse tem histórico criminal por homicídio contra Rosevaldo Matias Moitinho, de 46 anos, ocorrido em 2021. Nos imóveis vistoriados, foram apreendidos relógio, iPhone, carros e uma caminhonete RAM. A investida é comandada pela Deic (Delegacia Especializada em Investigações Criminais) da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP).

O delegado Fernando Tedd, responsável pelo caso, disse em coletiva que os dois criaram uma empresa de fachada e usavam outra empresa, da própria família, do ramo de gás de cozinha, para ter credibilidade e aplicar golpes. “Acabavam enganando pessoas como se estivessem investindo nas empresas do grupo familiar. A empresa de fachada simulava um vínculo que não existia, como se fossem terceirizadas, e foram angariando dinheiro como se as pessoas tivessem realmente investindo nesse grupo empresarial”, explicou.

Na segunda-feira (26), houve a primeira fase da operação, com ordens executadas em São José do Rio Preto (SP). Na ação, um homem foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Além disso, houve apreensão de carros de luxo (BMW, Mercedes-Benz, Audi Q7, Toyota Hilux, Jeep), sete relógios de marca, R$ 250 mil em dinheiro, cheques e notas promissórias, quatro armas de fogo, dois iPhones de última geração, cartões de banco, máquinas de cartão e documentos, somando ao todo mais de R$ 1,5 milhão.

As investigações iniciaram em abril de 2025, quando as vítimas, algumas de São Paulo, descobriram prejuízos milionários. “Quando foram cobrar os dividendos, descobriram que estavam sendo enganados, aí procuraram as delegacias em cada região e fizeram o registro das ocorrências”, revelou o delegado.

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