O empresário acusado de ser o chefe de organização criminosa, Jamil Name, 82 anos faleceu por volta das 17 horas deste domingo (27), em um hospital de Mossoró (RN), por agravamento em quadro de insuficiência renal. Ele foi diagnosticado com coronavírus em 31 de maio e estava hospitalizado desde 2 de junho. Name já havia tomado as duas doses de vacina contra a covid-19.
Preso desde outubro de setembro de 2019, pela operação Omertà que apura crimes de pistolagem e jogo do bicho, contraiu covid-19 na penitenciária federal em Mossoró (RN) e foi levado para uma unidade de saúde pública da região.
No dia 31 de maio, o sistema penitenciário federal chegou a solicitar com urgência a compra de 14 ampolas do medicamento Ceftriaxona 1g e fraldas geriátricas pela ocorrência de diarreia constantes, além de informação sobre a existência de plano de saúde ativo, segundo informações repassadas pelo defensor Tiago Bunning.
Com várias comorbidades ele foi encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em estado crítico, com baixa saturação de oxigênio no sangue, precisando fazer uso imediato de oxigênio. Como não havia vaga na rede pública de Mossoró, ele precisou ser internado em um hospital particular e entubado, ficando sob escolta de Agentes Penitenciários Federais.
A defesa de Jamil Name protocolou no Superior Tribunal de Justiça um pedido de tutela provisória para concessão de medida liminar autorizando a prisão domiciliar ou internação de Name em um hospital de referência no tratamento da Covid-19. Houve autorização para transferência dele para hospital em Brasília, mas não houve condições de saúde para tal.
O deputado Jamilson Name (sem partido), confirmou e lamentou a morte do pai. “Meu pai faleceu na tarde de hoje, infelizmente”, disse. A família ainda não repassou informações como será procedido o funeral de Name.




















