João Henrique Catan deixa PL e se filia ao Novo para disputar governo de MS

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Deputado estadual João Henrique Catan e presidente do diretório estadual do Novo, Luis Augusto (Foto: Divulgação)

Deputado oficializou filiação no Marco Zero de Campo Grande e inicia projeto de pré-candidatura para 2026

O deputado estadual João Henrique Catan deixou o PL e oficializou sua filiação ao Partido Novo na tarde deste domingo (8), em evento realizado no Marco Zero de Campo Grande, iniciando o projeto que visa sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026. O ato simboliza, segundo o parlamentar, o ponto de partida de uma trajetória voltada a “resgatar a participação política dos eleitores”.

Durante a cerimônia, Catan afirmou que pretende percorrer 110 quilômetros da capital para se aproximar da população e reforçar sua conexão com os eleitores. “É o momento da gente desbravar na política. O Marco Zero da capital é um grande ponto de partida, fundamental para esse projeto dar certo no Mato Grosso do Sul”, disse.

O presidente do diretório estadual do Novo, Luis Augusto Scarpanti, destacou que a filiação consolida um projeto político que o partido busca há anos e que Catan compartilha os mesmos princípios e valores da legenda. “A expectativa é disputar o segundo turno. Vemos nele um percentual inicial de intenção de voto muito interessante, e agora vamos trabalhar para ampliar ainda mais o apoio popular”, afirmou.

Nos bastidores, a mudança já era aguardada. No primeiro dia da janela partidária, Catan comunicou seu desligamento do PL na Assembleia Legislativa, justificando que a legenda apoiaria a reeleição do governador Eduardo Riedel e que ele buscava um “novo caminho” para a direita estadual. O deputado disse sentir falta de conexão entre líderes locais e nacionais do partido, citando a aproximação de Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto com Riedel e o ex-governador Reinaldo Azambuja como um exemplo.

A janela partidária, que se encerra em 3 de abril, permite que parlamentares troquem de legenda no ano eleitoral sem risco de perder o mandato. Segundo Catan, sua filiação ao Novo ainda contou com conversas e articulações, mas a decisão reflete o desejo de construir uma “coalizão de resistência, coragem, identidade e representatividade” em Mato Grosso do Sul.