A Polícia Civil aguarda o resultado do laudo pericial para saber se o bebê encontrado morto em uma lixeira na cidade de Ponta Porã na terça-feira (21) nasceu sem vida ou se foi morto pela própria mãe, uma adolescente de 17 anos.
A menina ainda não se apresentou na delegacia, mas foi representada por um advogado que trouxe uma versão na qual ela sustenta que desconhecia a gestação e o parto aconteceu no banheiro de sua casa, logo após sentir fortes dores e contração.
Somente então percebeu que estava em trabalho de parto e, após o bebê sair, percebeu que estava sem vida. Ao advogado, a adolescente disse ainda que seus pais estavam no imóvel no momento dos fatos, mas não teriam notado nada.
Na sequência, quando os pais saíram, ela descartou o corpo do filho em uma lixeira. Ainda na defesa, apontou que fez dois testes de farmácia e ambos deram negativo para gestação e a menstruação ocorreu normalmente.
O advogado apontou ainda que a menor não estava em condições psicológicas normais no momento dos fatos e a decisão de abandonar o bebê em uma lixeira foi de desespero e falta de discernimento.
Na quarta-feira (22), um jovem se apresentou espontaneamente, dizendo acreditar ser o pai do bebê morto. Ele foi ouvido e liberado, já que não há indícios de participação no crime.
A investigação trata o caso como infanticídio, inclusive com elementos probatórios para isso. Por envolver menor de idade, o caso segue sob sigilo. O corpo do bebê foi encontrado na madrugada de terça, em uma lixeira na Rua Vasco da Gama, na Vila Planalto.
Na ocasião, a equipe da coleta de lixo achou o corpo enrolado em um casaco, com manchas de sangue. O recém-nascido do sexo masculino pesava cerca de 4,2 quilos e tinha características de nascimento saudável.




















