02/12/2014 17h48
Lei que bane cigarro de espaços “públicos”´tem apoio até de fumantes
Campo Grande News
A Lei Antifumo que proíbe fumar em locais fechados, públicos e privados, entra em vigor nesta quarta-feira (3) em todo o país e ganhou apoio até mesmo dos fumantes, que representam 11% da população brasileira. A lei sofreu algumas alterações e ficou mais rígida, ou seja, não será mais permitido fumar em lugares parcialmente fechados, como corredores de condomínios ou áreas cobertas, como pontos de ônibus.
O churrasqueiro Fábio Cavalcante, 40 anos, que fuma há 15 anos, concordou com a lei, porque apesar de ser fumante sabe dos riscos que o cigarro causa na saúde do ser humano. “Morei em São Paulo durante anos e por lá a lei é mais rígida, foi a partir daí que criei o hábito de fumar somente em lugares abertos e longe das pessoas. Por exemplo, agora vou pegar um ônibus, mas enquanto espero vou acender um cigarro e fumar fora do ponto do ônibus”, comentou.
Fábio já tentou parar de fumar duas vezes, mas não conseguiu. “Na primeira vez eu logo desisti. Na segunda, fiquei sem fumar durante dois meses. Mas, em uma ocasião, durante uma festa tomar algumas cervejas e não consegui resistir e acendi um cigarro. Sei que faz, mas é um vício e não consigo parar”, destacou.
A operadora de telemarketing Eliane Ferreira Franco dos Santos, 45 , decidiu nunca fumar depois que o padastro José Miguel, 68, morreu com complicações no pulmão devido ao cigarro. “Depois desse dia eu disse para mim mesma que nunca iria fumar. Mas sofro com meu filho que é fumante. Às vezes, ele acende um cigarro longe de mim, mas o cheiro entra dentro de casa e me deixa sufocada. Se eu tiver dormindo, acordo na hora”, explicou.
Para a auxiliar de cozinha Mariana Silva de Souza, 27, o cigarro causa diversos problemas respiratórios. “Tem muita gente que não gosta do cheiro do cigarro e eu sou uma delas. A lei vai ajudar a acabar com doenças respiratórias que são bem comuns no mundo em que vivemos”, salientou.
Já a ex-taxista Rhayra Velasques, 45, é fumante e acredita que não precisa haver uma lei para que as pessoas se conscientizam que fumar em certas locais é errado. “Acho que o fumante tem que ter noção de que não pode entrar em uma loja, ou num restaurante fumando, não precisa de lei para isso. É que tem gente que não tem respeito mesmo com os outros. Eu, por exemplo, sempre que fumo, joga a bituca no cesto de lixo, é difícil quem faz isso”, apontou.
Conforme o médico pneumologista Roni Marques as pessoas precisam deixar a ideia de que o cigarro somente provoca cancêr no pulmão. “Os fumantes têm que saber que o fumo provoca diversos tipos de câncer, no esôfago, estômago, na bexiga, entre outros órgãos, e não somente no pulmão. Essas pessoas precisam procurar um tratamento adequado, que irão conseguir parar de fumar”, relatou.
Roni disse que a rigidez da lei vai fazer com que parte dos fumantes larguem o hábito. “As pessoas que fumam irão se sentir mal vistas e a serem obrigadas a se levantar e fumar fora de um restaurante, conveniência, ou algo do tipo, por que não irão existir nem fumódromos mais, isso vai induzir elas a pararem de fumar. A OMS (Organização Mundial da Saúde) já classificou o tabagismo como uma doença que deve ser combatida”, finalizou o médico.























