Livre, dupla inocentada da morte de Mayara pode pedir indenização

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Publicado em 15/08/2017 18h30

Livre, dupla inocentada da morte de Mayara pode pedir indenização

campograndenews

Presos desde o dia 26 de julho por um crime brutal que, segundo a Justiça, não cometeram, Ronaldo da Silva Olmeido, o ‘Chachorrão’, 30 anos, e Anderson Sanches Pereira, 31 anos, foram soltos na tarde desta terça-feira (15).

Os dois estavam na cadeia há 18 dias, apontados como suspeitos pelo assassinato de Mayara Amaral, 27 anos. Agora, em liberdade, podem pedir uma indenização ao Estado, por danos morais.

Na decisão que mandou soltar os suspeitos, o juiz Wilson Leite Correia, da 4ª Vara Criminal, deu o prazo de dez dias para que a dupla se manifeste por meio da defesa quanto ao pedido de reparação de danos materiais e morais.

O advogado Paulo Estevão Ferreira, que defende Anderson Sanches e Ronaldo da Silva, juntamente com o sócio Ilton Hasimoto, disse que ainda não tem um posicionamento quanto ao pedido de indenização.

“Ainda estamos estudando o caso, é tudo muito recente, temos que conversar com eles, conversar com as famílias, se vão querer passar por mais esse desgaste, vamos conversar”, disse.

Na decisão, o magistrado afirma que Ronaldo da Silva Olmeido, o ‘Chachorrão’, 30 anos, e Anderson Sanches Pereira, 31 anos, não tiveram nenhum participação na morte da jovem musicista.

Foram retiradas todas as acusações contra Ronaldo, que, inicialmente, havia sido indiciado pela delegada responsável pelo caso, Gabriela Stainle, por tráfico de drogas. Já Anderson irá responder em liberdade, pelo crime de receptação.

“A prisão preventiva é medida excepcional, só admitida quando presentes os pressupostos para sua decretação, tais sejam, indícios suficientes de autoria e provas de materialidade do crime, somando-se a isso alguns dos seguintes fundamentos: a garantia da ordem pública ou econômica, a conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal… Assim estão ausentes os requisitos de admissibilidade da prisão preventiva”, pontuou o juiz no decreto de revogação da prisão.

O único que permanece preso e respondendo pelo assassinato de Mayara é Luís Alberto Bastos Barbosa, 29 anos, denunciado por latrocínio (morte em assalto) duplamente qualificado, motivado por motivo fútil e uma prerrogativa da Lei Maria da Penha que prevê a qualificação para casos em que as mulheres vítimas mantenham qualquer tipo de relacionamento com o autor.

Marcos Ermínio