Lula é convidado por Trump para integrar conselho da paz para Gaza

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Colegiado reúne líderes internacionais e será comandado pelo presidente americano (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Presidente brasileiro ainda não confirmou participação no grupo que reúne líderes e aliados dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a integrar um recém-criado “conselho da paz” para a Faixa de Gaza, iniciativa anunciada nesta semana como parte da nova estratégia americana para tentar encerrar o conflito no território palestino. Até a última atualização desta reportagem, Lula ainda não havia confirmado se aceitará o convite.

O convite a Lula veio a público no mesmo dia em que o presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou participação no grupo. Em uma postagem nas redes sociais, Milei divulgou a carta recebida da Casa Branca e afirmou que será “uma honra” acompanhar a iniciativa, que será presidida pelo próprio Trump.

Segundo o governo americano, o conselho contará ainda com a presença do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, do ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, do empresário bilionário Marc Rowan e de Robert Gabriel, assessor de Trump que atua no Conselho de Segurança Nacional. Trump ficará responsável por comandar os trabalhos do órgão.

A criação do conselho foi anunciada por Trump na sexta-feira (16) e é apontada como um dos pilares da segunda fase do plano apoiado por Washington para o fim da guerra em Gaza. Em publicação nas redes sociais, o presidente americano classificou o grupo como “o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”.

De acordo com a Casa Branca, o colegiado terá como foco temas como o fortalecimento da governança no território palestino, relações regionais, reconstrução da Faixa de Gaza, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital internacional.

Paralelamente, o governo dos Estados Unidos anunciou a criação de uma Força Internacional de Estabilização para Gaza. O comando da missão foi atribuído ao major-general americano Jasper Jeffers, que terá como atribuições manter a segurança no território e treinar uma nova força policial local, que deverá substituir o Hamas no controle da região.