Mais de 150 famílias ligadas ao MST ocupam área do Porto Seco da Capital, que nunca saiu do papel

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Foto: Redes Sociais

Um grupo ligado ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ocupou neste domingo (19) a área que deveria comportar o Porto Seco de Campo Grande, no macroanel rodoviário, aos fundos do bairro Jardim Los Angeles.

As primeiras informações apontam que cerca de 150 famílias chegaram pela madrugada e montaram barracos com lonas, madeiras, telhas de fibrocimento e outros materiais. Uma bandeira também foi pendurada, formalizando o novo acampamento.

Ainda segundo os manifestantes, a área está abandonada pelo Poder Público há anos. Além disso, não há uma definição de qual órgão público seria o responsável pelo local. Não há previsão de quando o acampamento será desmontado.

Mais de 150 famílias ligadas ao MST ocupam área do Porto Seco da Capital, que nunca saiu do papel
Foto: Redes Sociais

A ocupação também é parte do movimento chamado ‘Abril Vermelho’, que ocorre nacionalmente em defesa da reforma agrária. O nome é em alusão ao massacre de Eldorado do Carajás (PA), quando 21 sem-terras foram mortos pela PM na retomada de uma área.

O Porto Seco é um projeto de terminal intermodal de cargas inativo, dependendo da reativação da ferrovia Malha-Oeste para operar. O local, essencial para a logística da Rota Bioceânica, aguarda licitação de gestão e viabilidade técnica para se tornar uma aduana.

Nesse momento, equipes da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana estão acompanhando a ocupação. Não há relatos de interferência no fluxo da rodovia federal que passa em frente ao local.