Preso pela suspeita de feminicídio, o marido da subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 50 anos, não confessou até o momento a autoria do crime. Ele foi conduzido algemado para a sede da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) para prestar o depoimento oficial sobre o caso. Entretanto, a apuração dá como certa a responsabilidade dele na execução da esposa e agora busc entender a motivação e a dinâmica exata.
O autor, que já acumula passagens por homicídio, furtos e violência doméstica, apresentou no primeiro momento quatro versões sobre os fatos. Em uma dessas, alegou que a subtenente praticou o suicídio ao não aceitar o seu pedido de divórcio, após a relação de 1 ano e meio. Ainda no detalhamento, descreveu que ela foi para casa almoçar quando houve a discussão. Em dado momento, pegou a sua arma funcional e atirou contra o pescoço.
O sujeito também relatou que tentou impedir o ato, tomando a arma das mãos da companheira, porém, não conseguiu. Em outra versão, sustentou que segurou a mão dela, mas o disparo acabou acontecendo e ferindo o pescoço de forma fatal. A policial não teve tempo sequer de receber atendimento médico, morrendo em sua própria casa, no bairro Estrela D’Alva, aos 58 anos, com 35 anos de carreira na corporação sul-mato-grossense.
No momento em que o tiro aconteceu, uma vizinha pulou o muro, já desconfiada de que algo de ruim pudesse ter acontecido, ante ao histórico de brigas e discussões do casal. Um policial militar à paisana também estava perto e entrou no imovel, flagrando o marido dela com a arma nas mãos, configurando o flagrante de feminicídio, embora ainda não tenha sido oficializado pela investigação. Apesar do relato dos conhecidos sobre as brigas, não foram encontrados registros policiais sobre ameaças e violência doméstica da parte dela.
Duas armas de fogo pertencentes à Polícia Militar foram encontradas no local, sendo uma no coldre e outra no chão, usada no crime. A PMMA informou, em nota, que está acompanhando a evolução dos fatos por meio dos setores competentes. A corporação também se manifestou sobre a morte: “A PMMS se solidariza com os familiares, amigos e colegas de farda neste momento de dor incomensurável. A perda de um membro da nossa tropa é uma ferida que atinge toda a família policial militar”, cita.




















