Marun entrega relatório da CPI da JBS e pede indiciamento de Janot

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Publicado em 12/12/2017 13h21

Marun entrega relatório da CPI da JBS e pede indiciamento de Janot

Parlamentar pede que ex-PGR seja preso por subversão e difamação

Da redação

O deputado federal Carlos Marun (PMDB), relator da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da JBS, apresentou nesta terça-feira (12) o relatório final da comissão. No documento, o parlamentar pediu o indiciamento e a prisão do ex-procurador-Geral da República, Rodrigo Janot; suspensão dos benefícios de colaboração premiada dados aos irmãos Joesley e Wesley Batista; além do indiciamento do ex-procurador Marcelo Miller, do procurador Eduardo Pelella e também de Eduardo Saudi, executivo da JBS.

Janot foi o responsável pelas duas denúncias apresentadas contra o presidente Michel Temer (PMDB) neste ano, e arquivadas na Câmara dos Deputados. Para Marun, o ex-Procurador-Geral da República teria cometido “subversão à ordem política”, conforme a Lei de Segurança Nacional e também caluniou e difamou o Presidente Michel Temer (PMDB) quando imputou a ele crimes sem a devida investigação.

“Aqui, nada foi inventado, está tudo documentado. Quem quiser acreditar que isso é normal, basta, mas quem entender que está caracterizado ato ilícito”, justificou.

O relatório ainda acusa o ex-PGR de cometer abuso de autoridade, e pede o indiciamento do ex-procurador Marcelo Miller, dos irmãos Joesley e Wesley Batista e do ex-operador financeiro da JBS, Ricardo Saud.

Para justificar a suspensão dos benefícios dos irmãos Batista ele afirmou que não está dentro da lei a imunidade concedida. “Ele concedeu inédita imunidade penal e processual em troca de pouca prova e a lei de delações proíbe que o chefe da quadrinha seja denunciado com imunidade e isso foi desconsiderado, por quem deveria promover a lei”, justificou sobre a concessão dada pelo Ministério Público Federal aos delatores.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil