Mato Grosso do Sul entre os 19 estados mais afetados pela seca, alerta ANA

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Área com seca permanece estável, mas severidade aumenta em parte do Brasil (Foto: Divulgação)

Fenômeno avança para 68% do território nacional e pressiona agricultura, pecuária e abastecimento urbano

O Mato Grosso do Sul, junto com outros 18 estados, enfrenta intensificação da seca, que já atinge 68% do território nacional, segundo relatório da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Entre outubro e novembro, a condição de escassez hídrica avançou, colocando ainda mais pressão sobre agricultura, pecuária e abastecimento urbano.

O fenômeno se agravou em Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Em contrapartida, houve estabilidade no Amapá, Distrito Federal e Santa Catarina, enquanto o Rio Grande do Sul voltou a registrar seca. Por outro lado, Acre, Amazonas, Bahia e Paraná tiveram leve melhora no período.

Entre os estados monitorados, o Mato Grosso lidera em área total afetada, seguido por Amazonas, Minas Gerais, Bahia e Pará. Já oito unidades da federação registraram seca em 100% do território: Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. Nos demais, o fenômeno variou de 27% a 94% do território.

No Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, a seca se intensificou entre outubro e novembro, enquanto no Sul houve redução e no Norte a severidade permaneceu estável. A região Nordeste apresentou a situação mais crítica, com 21% de sua área em condição de seca extrema.

O relatório da ANA alerta para impactos sobre os reservatórios, como o Sistema Cantareira, principal manancial da Região Metropolitana de São Paulo, que continuará operando na faixa 4 de restrição em janeiro de 2026. O volume útil do reservatório fechou dezembro em 20,18% da capacidade total, queda de 0,81 ponto percentual. A Sabesp deve manter o uso de até 23 metros cúbicos por segundo.

No Mato Grosso do Sul, os efeitos da seca se refletem na redução de pastagens e disponibilidade de água para irrigação, afetando produtores rurais e comunidades urbanas. A ANA reforça a importância de uso consciente da água e monitoramento constante para reduzir impactos sociais, econômicos e ambientais da crise hídrica.