MEC lança guia com protocolos para volta às escolas de educação básica

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Apresentação do Guia de Implementação de Protocolos de Retorno das Atividades Presenciais nas Escolas de Educação Básica. Naiara de Marco

Guia traz recomendações pedagógicas e sanitárias para estados e municípios

O Ministério da Educação (MEC) apresentou nesta quarta-feira (7), o Guia de Implementação de Protocolos de Retorno das Atividades Presenciais nas Escolas de Educação Básica. O documento foi produzido pelas secretarias de Alfabetização, de Educação Básica e de Modalidades Especializadas de Educação e oferece informações para que as redes estaduais e municipais possam se preparar para um retorno seguro. Confira o Guia.

O guia reúne normas técnicas de segurança em saúde e recomendações de ações sociais e pedagógicas a serem observadas pelos integrantes da comunidade escolar para um retorno seguro. A decisão de retorno às aulas presenciais, entretanto, deve ser tomada por estados e municípios de acordo com orientação das autoridades sanitárias locais. 

O protocolo foi definido de acordo com a escala de intensidade de transmissão do vírus em determinada região divididas por cores: regiões sem casos de transmissão (azul), regiões de transmissão de casos esporádicos (verde), regiões de transmissão de aglomerados (amarela), regiões de transmissão comunitária (vermelha).

Entre as orientações, está o distanciamento físico entre grupos, como limitar ao máximo a mistura de turmas e grupos de idades diferentes para atividades escolares e pós-escolares; considerar a possibilidade de retorno de forma gradual; considerar a possibilidade de ampliação do número de professores ou recorrer ao apoio voluntário; evitar atividades que envolvam a coletividade; etc.

Para elaborar o Guia, o MEC baseou-se nas orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), e do próprio Ministério da Saúde do Brasil (MS). Além disso, no Guia, também, foram considerados os documentos e as sugestões produzidas pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além dos cuidados relativos à educação alimentar e nutricional e à segurança dos alimentos, elaborados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

PDDE Emergencial – Durante a apresentação a secretária de Educação Básica do MEC, Izabel Lima Pessoa, destacou a destinação de recursos, por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), para apoiar o retorno seguro às aulas. “Entre as ações que o MEC está desenvolvendo para dar suporte ao retorno está o repasse de R$ 525 milhões para 117 mil escolas para adquirir os itens de biossegurança”, informou.