Mercado promissor atrai indústria de componente de ração animal ao Estado

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07/04/2016 22h21

Mercado promissor atrai indústria de componente de ração animal ao Estado

Por ter o quarto maior rebanho do Brasil, com 20,6 milhões de cabeças segundo o último levantamento da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), Mato Grosso do Sul é um grande consumidor de ração. Considerando a potencialidade desse mercado, mais especificamente do gado de corte que é maioria absoluta no nosso rebanho, o Estado atraiu atenção de investidores com interesse em produzir aqui componentes minerais integrantes da ração animal.

A proposta de instalar no Estado uma fábrica de fosfato bicalcico com capacidade para produzir até 15 mil toneladas por ano foi apresentada na terça-feira (05) aos secretários de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, na Governadoria. “Mato Grosso do Sul é o segundo maior mercado consumidor de fosfato de cálcio do País”, afirmou durante a reunião o engenheiro químico Kurts Campos, proponente do projeto. Entre as cidades em condições de receber a fábrica pela concentração de matéria prima estão Bodoquena e Bonito.

O investimento de aproximadamente R$ 40 milhões para instalação da planta seria obtido via Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). Um dos fatores que fazem o Estado ser atrativo para a indústria é a abundância de rochas de cálcio, matéria prima do componente utilizado na ração e que, atualmente, é importada de estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Outro fator favorável é a existência de cerca de 20 misturadoras de ração no Estado, segundo estimativas de Campos.

“Mato Grosso do Sul tem uma economia de perfil agropecuário , um setor que se mantém como o fiel da balança da economia brasileira e que tem muito a oferecer para novos empreendedores. O governo do estado está sempre aberto para receber propostas e apoiar projetos que tragam emprego, renda e desenvolvimento ao Estado”, avaliou o secretário Eduardo Riedel.

A projeção é que a indústria esteja instalada até o final de 2018. Com o projeto elaborado e em estudo de viabilidade econômica, Campos diz que os parceiros avaliam a cadeia de fornecimento e vieram buscar o apoio do Governo. “Eu saí animado. O fomento que o Estado dá para as iniciativas é muito bom. Vejo grande viabilidade de instalar a empresa em Mato Grosso do Sul”, afirmou Campos, considerando a qualidade da matéria prima abundante no Estado e a possibilidade de ter competitividade de mercado.(Segov)

Foto:Arquivo