Internada em UTI clínica em São Paulo com quadro infeccioso, ministra será representada pelo secretário-executivo Eloy Terena na conferência sobre espécies migratórias
A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara (PSOL), não participará da abertura da COP15 da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias, em Campo Grande, devido a problemas de saúde. Internada em UTI clínica no Instituto do Coração da Universidade de São Paulo (InCor-HCFMUSP), ela apresenta quadro infeccioso em investigação, com febre alta, dor abdominal e mal-estar geral, segundo nota oficial divulgada nas redes sociais.
Sonia Guajajara estava prevista para participar da sessão especial neste domingo (22) ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de outros ministros, incluindo Mauro Vieira (Relações Exteriores), Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação). O presidente do Paraguai, Santiago Peña, também está confirmado na reunião, que ocorre no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo.
Em seu lugar, o secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Eloy Terena, representa a pasta durante a conferência. “Teremos lideranças indígenas participando durante a semana e pesquisadores vinculados às universidades apresentando projetos realizados nas terras indígenas”, explicou Eloy. Ele destacou ainda o papel estratégico dos territórios indígenas na preservação ambiental e no equilíbrio ecológico, beneficiando tanto as espécies animais quanto o clima.
Segundo a nota da equipe médica, a ministra está sob acompanhamento do cardiologista Dr. Sérgio Timerman e do infectologista Dr. Rinaldo Focaccia Siciliano. “Apresenta evolução favorável e permanece em observação, recebendo toda a assistência necessária. Novas atualizações serão divulgadas conforme orientação da equipe médica”, informou o comunicado.
Ontem (21), Guajajara cumpriu agenda em Ubatuba (SP), onde visitou a Terra Indígena Ywytu Guaçu para a entrega de dois veículos. A ausência da ministra na COP15 reforça a importância da atuação de representantes substitutos para garantir a participação indígena no debate sobre conservação das espécies migratórias, que envolve atualmente 133 partes signatárias, entre países e o bloco da União Europeia.











