Decisão do STF permite sessões três vezes por semana para tratar soluços, depressão e insônia
Mesmo preso, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi autorizado a iniciar um novo tratamento médico. A decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a realização de sessões de estímulo elétrico craniano dentro da unidade prisional.
O pedido foi apresentado pela defesa com o objetivo de tratar crises de soluço, além de quadros de depressão e insônia relatados pela equipe médica do ex-presidente.
Conforme a decisão, Bolsonaro deverá ser atendido três vezes por semana por um psicólogo e neurocientista. O protocolo prevê a participação do médico Ricardo Caiado, que poderá portar o aparelho utilizado na aplicação do estímulo elétrico craniano, incluindo clipes auriculares bilaterais necessários ao procedimento, desde que devidamente vistoriados pela administração do presídio.
Segundo os profissionais responsáveis, o tratamento busca promover a “regulação funcional da atividade neurofisiológica central”. A técnica é aplicada por meio de clipes posicionados nas orelhas do paciente.
Cada sessão deve durar entre 50 minutos e uma hora. Durante o procedimento, Bolsonaro permanecerá em repouso consciente, conforme informado na decisão judicial.
A autorização estabelece as condições para a realização do tratamento no ambiente prisional, mantendo a fiscalização do equipamento e dos profissionais envolvidos.




















