Moraes barra visita de Valdemar e Magno Malta e autoriza caminhadas monitoradas de Bolsonaro

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Visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha mudaram de dia (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Bolsonaro poderá receber visitantes apenas duas vezes por semana; medidas incluem assistência religiosa e passeios monitorados

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou mudanças na rotina de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no Núcleo de Custódia Policial Militar (NCPM) em Brasília, com o objetivo de reforçar a segurança da unidade e organizar o fluxo de pessoas. A decisão atende a pedidos da Polícia Militar do Distrito Federal e da defesa do ex-presidente, mas negou solicitações de visita de outros políticos.

A partir da medida, os custodiados classificados como sensíveis, incluindo Bolsonaro, poderão receber visitas apenas às quartas-feiras e aos sábados, com até dois visitantes por vez, seguindo regras internas do NCPM. Além disso, Moraes autorizou caminhadas monitoradas em áreas definidas da unidade, como campo de futebol ou pista asfaltada, sempre com escolta policial, e a ampliação da assistência religiosa, também acompanhada pelo efetivo da corporação.

O ministro justificou a negativa das visitas a políticos como o senador Magno Malta e o dirigente partidário Valdemar da Costa Neto. No caso de Malta, houve tentativa anterior de ingresso na unidade sem autorização; já para Valdemar, Moraes citou risco às investigações em andamento envolvendo o mesmo contexto processual.

Segundo o despacho, as mudanças permitem melhor organização da rotina da unidade, redução do fluxo de visitantes em dias úteis e manutenção da segurança. O fornecimento de medicamentos a Bolsonaro seguirá procedimentos padronizados, com supervisão direta, garantindo tratamento igual ao de outros custodiados.

A decisão foi comunicada ao batalhão responsável pelo NCPM e à Procuradoria-Geral da República, sendo parte de um conjunto de medidas solicitadas pela comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Barros Habka, que destacou a necessidade de cuidados extras devido à alta exposição pública do ex-presidente.