Ele lutava contra um câncer no sistema digestivo desde 2019. A prefeitura está sob o comando do vice, Ricardo Nunes (MDB)
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB-SP), morreu hoje, aos 41 anos. Ele estava em tratamento contra um câncer que surgiu entre o esôfago e o estômago e se espalhou por outras partes do corpo. O tucano estava internado no Hospital Sírio-Libanês, na região central da capital, desde 2 de maio. No dia seguinte, ele foi intubado e levado à UTI (Unidade de Terapia Intensiva) após ter diagnosticado um sangramento no local onde foi constatado o câncer pela primeira vez.
“O Prefeito de São Paulo Bruno Covas faleceu hoje às 08:20 em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica, com metástase ao diagnóstico, e suas complicações após longo período de tratamento. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 2 de maio, sob os cuidados das equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr. David Uip, Dr. Artur Katz, Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, Prof. Dr. Raul Cutait e Prof. Dr. Roberto Kalil”, diz a nota divulgada pelo hospital
Nas últimas horas de vida, o prefeito recebeu sedativos e analgésicos para não sentir dores. Familiares e amigos de Covas permaneceram no hospital desde que os médicos informaram que seu quadro de saúde era irreversível.
A trajetória de Covas
Natural de Santos, no litoral paulista, Bruno Covas se mudou para São Paulo ainda no Ensino Médio para morar com o avô, o então governador Mário Covas (1995-2001), no Palácio dos Bandeirantes. Ele também faleceu de câncer em 2001.
Filiado ao PSDB, partido fundado pelo avô, Covas iniciou a vida política 2006, quando foi eleito para a Assembleia Legislativa de São Paulo, cargo para o qual foi reeleito em 2010.
Covas se licenciou do cargo de deputado estadual no ano seguinte para atuar como secretário do Meio Ambiente de São Paulo, na gestão do então governador Geraldo Alckmin (PSDB)
Em 2014, foi eleito deputado federal, mas já havia demonstrado interesse pelo Executivo. Chegou a se inscrever para prévias tucanas em 2012, mas desistiu depois da entrada na disputa do ex-governador José Serra, que perderia aquela eleição para Fernando Haddad (PT) no segundo turno. Dois anos depois, voltou a se colocar como pré-candidato a prefeito da capital, mas retirou seu nome posteriomente.
Ele também renunciou ao mandato de deputado federal (2015-2019) para assumir o posto de vice-prefeito de São Paulo em janeiro de 2017. Em abril de 2018, com a saída do cargo do então prefeito João Doria para disputar a eleição ao governo do estado, Covas assumiu a prefeitura da capital.
Ele foi reeleito ao cargo no pleito de 2020, derrotando Guilherme Boulos (PSOL) no segundo turno.
Divorciado, Covas deixa o filho, Tomas Covas, de 15 anos.
*com informações Carta Capital




















